09/02/2012

(I) Nearly Lost You

Hoje em dia eu tenho uma bagagem musical toda dos anos 80, mas minha adolescência foi toda curtida nos 90. Época do grunge, das camisas flaneladas, Pearl Jam, Stone Temple Pilots, Screaming Trees e Nirvana. Eddie Vedder nunca mais fez um álbum como Ten, Scott Weiland quase morreu, e o grunge morreu quando Kurt Cobain se matou. Foi uma época boa para ser um adolescente. Smells Like Teen Spirit tocava no meu aparelho de som quase no último volume, mas minha adolescência ía embora assim como a velocidade da música. Foi então que a idade adulta chegou e já não me importava com a raiva cantada nessas canções. Agora eu queria a calmaria que a maturidade desperta no homem e por isso, comecei a buscar músicas que falavam diretamente comigo. A busca era intensa até ouvir Mark Lanegan. Os Screaming Trees nunca me foi tão apreciado, com excessão de Nearly Lost You. Pelo menos até o momento que eu voltei a ouvi-lo quando sua parceria com Isobell Campbell ex Belle and Sebastian tocou no meu aparelho. Foi uma enorme e agradável surpresa no ano de 2006. Nunca pensei que a voz suave e doce de Isobell funcionasse tão bem com o blues grave e sofrido de Lanegan. Era como se eles fôssem um casal e através da música, expressassem seus sentimentos, fazendo desse o disco mais incrível do ano. Com o tempo, vieram mais dois álbuns, na minha opinião, não melhores que o primeiro. Porém, Mark Lanegan merecia uma outra chance. E eis que na semana passada, coloquei para tocar seu novo disco Blues Funeral, e mais uma vez, me surpreendi. Lindo, do começo ao fim. As vezes triste, outras alegre. As vezes acústico, outras, flertando com o eletrônico, mas com uma qualidade nos acordes, nas letras e um sofrimento digno de um autêntico blues man.


8 comentários:

E ヅ disse...

Adooooooro as canções que você fez/faz pra mim, Wán-Wán! :-)

Reginaldo disse...

Engraçado como não ouvimos com a mesma fúria os cd´s antigos e bem observado,como a madurez nos traz a calmaria, né. Eu não cheguei a ser grunge no sentido literal da coisa, na época estava descobrindo mesmo que tardiamente o Heavy Metal e o progressivo. Led Zeppelin, Black Sabbath e Pink Floyd me faziam viajar, épocas de descobertas!! do álcool ao baseado. Depois chegou com os dois pés no meu peito os Beatles e revolucionou tudo o que eu "achava" que gostava de música!

Serginho Tavares disse...

com o passar do tempo buscamos calmaria em nossas vidas né?
beijos meu querido

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

vixe! será q o Wans tá ficando "velho"? rs

FOXX disse...

as lembranças da minha adolescencia não são de músicas, são de livros.

Fred disse...

Tua mala, ops, digo, bagagem é mesmo imensa e digna de nota... hehehe! E que tu faria o Wando - não me espanta... afinal tuéessacocacolatodamesmo! Hehehe! Ah... não participa do joguinho pq não quer, nzé? Bjz!

Dan disse...

foi me dedicar a ouvir melhor. adorei o som!
bjo querido!

DPNN disse...

odeio Nirvana do fundo do meu coração! Nos anos 90 eu curtia britpop, o maravilhoso Suede, o Blur... no máximo eu gostava do Soundgarden, mas só de algumas coisas. Pulei o grunge e não acho que perdi muita coisa...kkk