Hoje terminei de ler Bórgia, lançado em 4 volumes pela editora Conrad. A HQ, tem como roteirista Alajandro Jodorowsky e como acompanhante, o italiano Milo Manara, desenhista erótico que coloca em prática a história dos Bórgias. Rodrigo Bórgia foi o papa Alexandre VI (1492-1503) e durante seu papado o Vaticano nunca esteve tão afundado em corrupções, mortes e adultérios. Manara empresta aqui seus famosos traços onde a podridão e luxúria são companhias perfeitas para os corpos sedentos de sexo e poder. Confesso ter achado o roteiro um pouco exagerado, abusando das licenças poéticas, e deixando de mostrar o destino de personagens importantes por causa da pressa em terminá-la. Mas ainda assim, ler essas linhas através dos desenhos de Manara, vale qualquer minuto do seu tempo.
Já que estou falando sobre os Bórgias, esse ano, assistimos a adaptação feita pelo canal Showtime (The Tudors) também sobre a família. A série criada por Neil Jordan (Traídos pelo Desejo) também se aplica a mostrar traições, ambição, incesto e poder e é interpretado por um Jeremy Irons incrivelmente assustador. Mas há algo faltando. Não quero dizer que não seja boa, ela é, mas não há embates teológicos e profundidade quando se fala em religião. Em uma época em que a igreja era o alicerce do mundo e a religião católica ditava o comportamento das pessoas, acho que poderia ter sido mais intensa. Nesse caso, talvez Bórgia de Tom Fontana, tenha um resultado superior. Bórgia, era para ser uma minissérie de 13 episódios, mas acabou se transformando em série. Produzida por Tom Fontana, que criou a prisional OZ, ela está para estrear no dia 03 de outubro e se trata de uma produção francesa, embora falada em inglês. Em OZ, Fontana sabia misturar violência com religião muito bem e sem perder a mão. Espero que essa experiência seja mostrada de forma mais competente com a qual Neil Jordan não o fez.







