Quando adolescente, sempre fui fã de Madonna. Cresci com fotos e posteres nas 4 paredes do meu quarto. Sabia letras, tinha pastas, vídeos, filmes e camisetas. Até que me tornei adulto, ela envelheceu e suas músicas decaíram. Depois de Erótica, ela não mais valia o meu dinheiro na compra de seus discos. Mas não é sobre isso que eu queria dizer. Estávamos esses dias vendo o seu último show na tv quando começou a tocar 4 minutes, mas com a letra de Vogue. Perguntei ao Melo, porque diabos fazer versões dos clássicos? Eu gosto das canções do disco e quero ouvi-las com seus acordes e formas como foram criadas. Vogue é perfeita, mas ficou uma porcaria quando fora sampliada com 4 Minutes. Em uma outra turnê, havia outras versões sofríveis para as lindíssimas Live to Tell, Like a Prayer e Oh Father. Será que alguém chega na cara dela e diz: "Nossa, Madge, ficou ótima! Muito melhor que a original". Será que alguém gosta realmente? Será que eu é que fiquei no passado?
16/05/2011
11/05/2011
Na toca do Coelho.
John Cameron Mitchel é o diretor de Hedwig and the Angry Inch e de Shortbus - duas grandes obras primas. Sexta-feira, estreou nos cinemas paulistanos Rabbit Hole, seu novo filme como diretor. O fato é que Mitchel, ainda é um diretor novato e felizmente, ainda não experimentou sua dose de fracassos. Rabbit Hole, ou se você preferir o desastroso título em português Reencontrando a Felicidade, é maravilhoso! Difícil e excepcionalmente triste, ele fala de um casal (Nicole Kidman e Aaron Eckhard) que perdeu o filho a 8 meses e tenta, cada um ao seu modo, lidar com essa perda. A direção é incrível. A câmera capta cada interpretação e movimentos dos atores de forma singela. Ele consegue transformar um tema desgastado numa aula sobre a dor. Mas diferente do ilusório título nacional, é daquela que não se esvai.
09/05/2011
Fringe
Final de semana vimos o último episódio de Fringe e foi masravilhoso! A série fala sobre um universo paralelo igual ao nosso, porém, com algumas diferenças. Nesse outro universo, há uma outra versão de nós mesmos, porém, com personalidades diferentes. Fringe, a todo ano, passa por dificuldades quando precisa ser renovada. Mas felizmente, já fora renovada para uma quarta temporada e isso se deve aos fãs que nutrem um carinho especial. Para quem assiste, logo percebe que essa é uma série feita com amor e dedicação. O episódio 19 Lysergic Acid Diethylamide é de uma genialidade incrível e adiciona animação à trama fazendo deste, um dos meus favoritos.
A química entre Peter e Walter é incrível. E é absolutamente delicioso ver John Noble interpretar. A diferença entre o Walter e o Walternativo é de dar medo. E quando o último episódio dessa temporada terminar, você estará se corroendo e tentando achar alguma reposta para o que acaba de ver.
06/05/2011
Celebration
Blogsville está em polvorosa pelas nossas novas conquistas. Não é para menos, (quase) tudo o que nos foi negado até hoje, foi brilhantemente conquistado ontem. Só falta mesmo o casamento. Sim, como bem sabem, eu quero me casar. Com festão, padrinhos, música e amigos.
Então para comemorar nossa vitória e agradecer pelo final de semana que está praticamente começando, fiquem com a francesinha Yelle.
05/05/2011
Outro Top 10
Copiando descaradamente do querido Fred, eis aqui minha lista dos 10 mais britânicos
1 Cocteau Twins e bandas britânicas.
Todo mundo sabe que os Cocteau Twins são minha própria existência, não? Sem falar que os britãnicos ainda têm: Slowdive, My Bloody Valentine, Radiohead, Cure, Joy Division, Spiritualized...
2 Harry Potter
Esqueça os filmes. Só quem leu os livros sabe o quão incrível a obra de J.K. Rowling é.
3 Stanley Kubrik
Laranja Mecânica, Spartacus, Nascido para Matar, Lolita, O Iluminado, Dr. Fantástico...precisa dizer mais?
4 Tony Hard
Defintivamente um dos homens mais gostosos do mundo!.
5 Candem Town
É o bairro alternativo de Londres. Vá com dinheiro ou com o cartão de créditos livre.
7 BBC
Jools Holland, John Peel, The Office, Extras, Downton Abbey...precisa dizer mais?
04/05/2011
(My) Rock Star
When I went to school in Olympia
Everyone's the same
And so are you in Olympia
Everyone?s the same
We look the same
We talk the same
We even fuck the same
When I went to school in Olympia...
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música
03/05/2011
Dead Can Dance
Assim como os Cocteau Twins, o Dead Can Dance é uma banda difícil de rotular. Há em seu som, uma mistura de world music e darkwave que os góticos ou não góticos adoram. Criada no começo dos anos 80 por Lisa Gerrard e Brandon Perry, o Dead Can Dance fez história na cultuada gravadora 4AD e também tinham outros membros. Embora Lisa Gerrard tenha uma voz potente e linda, meu favorito sempre fora Brendan Perry. Suas canções e voz conseguem nos transportar numa outra época. A banda acabou no final dos anos 90. Ninguém sabe ao certo o porquê. Uns dizem que Lisa queria focar o DCD em canções eruditas, enquanto Brendan gostava mais do lado folk e lendas irlandesas. O que importa, é que por quase 2 décadas, os dois criaram canções tão incríveis e imortais que nada surgido depois conseguiu se equiparar. Abaixo, deixo as minhas favoritas cantadas por cada um. Fechem os olhos e aproveitem. E aí, qual o seu favorito?
Marcadores:
música
02/05/2011
Nós somos gays!
Acredito que a essa altura todos já saibam sobre o projeto Eu Sou Gay de Carol Almeida, não? Bom, caso você ainda não saiba, vou fazer o que ela pede e dar um Ctrl C + Ctrl V no texto e deixá-los a par. Paulo Bratz e Rodrigo já fizeram o dele. E nós também!
O prazo para enviar as fotos foi prorrogado para o dia 8 de maio.
"Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —"
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —"
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