31/03/2011

Chegadas e Partidas

Ontem enquanto Melo via tv, eu lia meu livro ao seu lado para lhe fazer companhia. Percebi então que ele se emocionava com Chegadas e Partidas, que passava no canal GNT e apresentação de Astrid Fontenelle. O programa, mostra o (re)encontro/despedida de pessoas e tem o aeroporto como cenário. A apresentadora se aproxima desses "viajantes" e procura conhecer as histórias por trás daqueles abraços, beijos e lágrimas. É praticamente impossível não se emocionar e assistindo ao programa, lembramos de nossas próprias histórias.
Quando Melo teve que se despedir de Fabíola e Fabiano, seus (e agora também meus) melhores amigos quando estes fizeram uma viagem à Londres sem retorno, foi de uma tristeza difícil de suportar. Ou quando logo no começo do nosso namoro, nos separamos pela primeira vez, pois ele precisava fazer uma viagem a trabalho. O cenário era o aeroporto internacional de Guarulhos e a despedida fora a maior da minha vida. Nos falamos por telefone e emails, mas nada consegue amortecer a despedida de pessoas que se amam.

30/03/2011

Dean, Warhol e o Galaxie.

Para os amigos que gostam de boa música e assim como nós, gostam de pagar barato, dia 15/04 vai rolar no Sesc Pompéia, show de Dean & Britta por apenas R$ 16,00 dinheiros.
Para quem não está associando o nome da banda, Dean Wareham foi junto com Naomi Yang e Damon Krukowski, um dos fundadores da cultuada banda Galaxie 500 . Dean, após o término do Galaxie fundou o Luna e após lançar diversos discos, juntou-se com sua esposa Britta Phillips para formar o Dean & Britta. No dia 14, eles tocarão o álbum 13 Most Beautiful: Songs for Andy Warhol's Screen Tests, projeto de uma série de 13 filmes experimentais que retratam personagens que participaram da pop arte nos Estados Unidos como Nico, Dennis Hopper, entre outros.
No dia 15, o show será todo baseado no Galaxie 500, que possui grande influência do Velvet Underground e ainda tem um pé no shoegaze. O trio, é dono de um dos discos mais importantes da minha vida, o On Fire, e mal posso esperar para ouvir "Decomposing Trees" que é uma das músicas mais bonitas do mundo.

29/03/2011

Angles

Ouvindo o novo disco dos Strokes "Angles", só tenho a impressão de que todo esse hiato não compensou. O disco é bacana, mas fica aquém do que poderia ter sido. Julian Casablancas já não é o único compositor e isso percebe-se em sua audição. Resumindo, os Strokes antigos dava vontade de se acabar na pista de tanto dançar, mas funcionava também apenas para ouvi-lo. Nesse Angles, tirando a lindona Life is Simple in the Moonlight, o resto, é apenas dispensável. Julian solou melhor.
 
 

23/03/2011

Um mimo para uma boa semana.

Queridos amigos, o tempo e o trabalho me impossibilitam de visitar-lhes, portanto, deixo-lhes um mimo para se lembrarem de mim e a promessa de que semana que vem, retorno.

Quando "Closer - Perto demais" de Mike Nichols estreou, uma das coisas mais emblemáticas do filme não foi apenas Natalie Portman e sim a voz que acompanhava os passos da atriz logo no começo do longa. Damien Rice surgia muito bem acompanhado com The Blower's Daughter, que depois foi assassinada em algumas versões nacionais. A voz de Rice era melancólica e doce e casava-se muito bem com a de Lisa Hannigan com quem faz dupla na canção.
Dois discos depois, Lisa Hannigan terminou sua parceria com Damien Rice e em 2008 gravou seu primeiro álbum, intitulado Sea Sew. O disco, é lindíssimo e mostra o quão talentosa a cantora é. Algumas de suas músicas lembram canções folclóricas irlandesas e os diversos instrumentos como harmônio que ela utiliza, deixa o som ainda mais belo.

Boa semana!

18/03/2011

A Guerra dos Tronos

O livro tem quase 600 páginas.
 
Ele é o primeiro de um total (segundo o autor) de 7 livros.
 
As letras são miúdas.
 
Há milhares de personagens que as vezes confundem o leitor.
 
Mas eu tô adorando cada minuto.
 
 

17/03/2011

Remember the Time

Ed Watson e Derence Kenek

No final de 2009, fiz um post sobre os 10 melhores filmes de amor que eu mais gostava. Naquela lista, estava "Longe Dela" com Julie Christie e Gordon Pinsent. O filme, fala de um casal, juntos há 40 anos e ainda apaixonados que são obrigados a se separar porque a esposa descobre que está com o mal de Alzheimer. Ela, para não se tornar um fardo para o marido, resolve ir viver numa clínica onde receberia cuidados profissionais. O problema, é que durante 30 dias, o marido não pode visitá-la, pois é necessário um período de adaptação. Quando finalmente os 30 dias se passam, ele descobre que sua amada esposa, se esqueceu quem ele era e se apaixona por outro paciente. Só resta então que o marido aceite sua condição de amigo quando aos poucos, tenta ajudá-la a se lembrar do quanto foram felizes juntos.
Menciono esse filme, porque vi esses dias uma matéria no A Capa , em que fala de Ed Watson de 78 anos e diagnosticado com Alzheimer. Watson, vive há 40 anos com Derence Kenek, e gostaria de terminar sua vida casado com seu amado antes que a doença lhe tire lembranças do homem por quem sempre fora apaixonado. O problema é que no Estado da Califórnia, existe a tal Proposição 8, que não permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Sendo assim, até essa lei for derrubada, o casal terá que viver sem ter seus sonhos realizados.


Fico pensando que só a idéia de um dia esquecer os anos ao lado de Alexandre seria ainda pior do que não viver junto dele. Em junho, faremos 10 anos. Espero que muitos ainda sejam futuros e que até o final de nossas vidas, eu possa olhar em seus olhos e lembrar daquele nosso primeiro beijo e de como nosso amor se transformou com o tempo.

16/03/2011

Isso é Hollywood...

Eu nunca fumei cigarro, mas uma das grandes lembranças que tenho dos anos 80, eram os comerciais da Hollywood, Free e Marlboro. Como todas as outras propagandas do gênero, eles eram cheios de momentos entre amigos, alegres, esportivos e divertidos. Sem querer entrar no mérito do politicamente correto, afinal, todos já sabemos sobre os males do fumo, esses comerciais eram geniais e a Hollywood, sempre soube escolher muito bem as canções que embalavam esses quase 1 minutos de propaganda. Já rolou Journey, muito antes de Glee, Heart, Van Halen e meu favorito: Phenomena II - Did it All for Love. Isso sim era comercial. Isso era Hollywood.

15/03/2011

Os livros não lidos.

 Tava falando ontem com minha amiga Karim sobre os livros que começamos a ler, mas que por algum motivo, não conseguimos terminá-los. Ela contou que leu "O Senhor dos Anéis" num piscar de olhos, mas quando foi ler O Silmarillion, não conseguiu chegar à metade. Já eu, quando terminei "Cem Anos de Solidão" fiquei tão emocionado e embriagado que fui logo atrás de "Amor nos tempos do Cólera" também do Garcia Marquez. Porém, tava achando tudo tão chato que acabei desistindo. Outro escritor que eu nunca havia lido e não me perdoava por isso, é Dostoievsky. Comecei a ler "Crime e Castigo", mas não rolou. Então minha amiga Fabíola me recomendou "Memórias de um Subsolo", também de Dostoievsky.  Livro com pouquíssimas páginas, se comparado as suas outras obras. Mas esse também não fluiu. Não sei se é a maneira como ele escreve ou se naquele momento, não estava no clima para ler clássicos. Preferi então ouvir minhas músicas e deixar os personagens russos para depois.

14/03/2011

Confissões de Mishima

 
Yukio Mishima era um escritor homossexual japonês nascido em 1925 que me foi descoberto quando vivia no Rio de Janeiro há mais de 6 anos. O primeiro livro ao qual coloquei os olhos, fora "Confissões de uma Máscara" escrito quando este tinha apenas 24 anos. O livro, poético e as vezes perturbador, fala de como usamos máscaras para esconder a nossa verdadeira face perante a sociedade.
Mishima se considerava um grande patriota e sonhava que o povo japonês recolocasse o poder nas mãos do Imperador. Porém, ao perceber a indeferença recebida pelos soldados do quartel de Forças de Auto Defesa Japonesa, onde invadiu para exigir tal patriotismo,  cometeu o seppuku ou harakiri, suicídio que leva o sujeito a cortar a própria barriga como eram feitos por guerreiros samurais.
Deixou grandes obras e era conhecido internacionalmente. Seu grande momento:
 
"A auto-ilusão era agora meu último raio de esperança. Uma pessoa que tenha sido seriamente ferida não exige que os curativos de emergência que lhe salvam a vida estejam limpos. Detive meu sangramento com as ataduras da auto-ilusão, com que pelo menos estava familiarizado, e não pensei em nada mais além de correr para o hospital."
 
"As Confissões de Uma Máscara".

11/03/2011

Automático para as Pessoas


Tava lendo um post sobre o novo disco do R.E.M. no blog do Reginaldo do R.Divino e me peguei num momento nostálgico,  lembrando da minha adolescência quando lá em 1992, aos 15 anos, ganhei meu primeiro vinil de rock, o Automatic for the People do R.E.M. Nessa época, "Drive" já tocava incansavelmente nas rádios e já era a trilha sonora da minha revoltante juventude. Aquelas simples palavras ditas por Michal Stype "Hey kids, where are you? Nobody tells you what to do, baby" devia ser o que os adolescentes dos anos 80 sentiam quando ouviam Morrissey e suas belas letras sobre amor e que viera a ser futuramente, outra banda a qual me identificara. Drive era triste, era quieta,  era uma canção gótica sem ser gótica, era um hino. E no vídeo, Michael era erguido por esses mesmos jovens que o exaltavam. 
Outras canções que faziam parte do vinil e que tocavam no meu toca discos, eram as lindonas  "Man in the Moon", "Nightswimming", "Find the River"...Automatic for the People, na verdade, é uma obra prima do começo ao fim. Com o tempo, vieram outros, Ten do Pearl Jam, Mondo Bizarro dos Ramones e  outros que influenciaram e me levaram ao gosto musical que tenho hoje.

09/03/2011

Papo na Vieira


Semana retrasada, Melo, um amigo e eu fomos andar pela Vieira e beber umas cervejas para espantar o calor. A noite estava linda, as pessoas felizes e a rua estava lotada com os mais diversos tipos. Escolhemos ficar ali próximo à praça da República que é onde se encontra a maior parte do público bear. Conversa vai, conversa vem, eu segurava uma garrafa de cerveja quando surge um fulano, meio bêbado, de uns 45/50 anos e toma a garrafa da minha mão. Ele se apresenta como um ex professor de filosofia da USP quando nos pergunta:

O que vocês faríam se ganhassem agora mil reais?

Melo com toda a educação que seus pais lhe deram, soltou:

Pagaria pra você ir embora!

Ganhamos a noite.

04/03/2011

O Coelho de Alice (Carnaval é o Caralho!!!!)

Diz a lenda que quando Grace Slick do Jefferson Airplane escreveu "White Rabbit", ela precisou se certificar sobre a qualidade da música. Foi então que resolveu "experimentar" a música já acabada em 3 estágios: ouvi-la ao efeito do álcool, ouvi-la ao efeito das drogas (ácido, lsd) e ouvi-la completamente careta. Não tenho a mínima idéia se a história é verídica, só tenho certeza de que "White Rabbit" é maravilhosa e perfeita em todos os estágios alucinógenos. E mesmo que você esteja sóbrio, a própria letra já é chapação o suficiente para lhe fazer entrar na toca do coelho.




One pill makes you larger
And one pill makes you small
And the ones that mother gives you
Don't do anything at all.
Go ask Alice
When she's ten feet tall

And if you go chasing rabbits
And you know you're going to fall
Tell 'em a hookah-smoking caterpillar
Has given you the call
Call Alice
When she was just small

When the men on the chessboard
Get up and tell you where to go
And you've just had some kind of mushroom
And your mind is moving low
Go ask Alice
I think she'll know

When logic and proportion
Have fallen sloppy dead
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen is "off with her head!"
Remember what the dormouse said:
"Feed your head
Feed your head
Feed your head"

03/03/2011

Picos Gêmeos

David Lynch é um gênio! Seus filmes são metáforas de sonhos (ou seria pesadelos?) onde o estranho é simplesmente comum. Suas obras possuem personagens tão bizarros quanto sua própria personalidade. Lynch não faz filmes para a massa. Ele apenas transpõe o que sente e deixa cada um interpretar como quiser.
Quando vi Twin Peaks a primeira vez, tinha uns 15 anos e não entendi nadinha do que se passava. Porém, anos depois, já apaixonado por sua forma de transformação cinematográfica, pude conferir o misterioso assassinato de Laura Palmer até o final. A série, na minha opinião, é uma obra prima e só não figura na melhor posição da tv, porque a 2ª temporada já não contava com seus roteiros e direção o que resultou numa decaída catastrófica. A direção da primeira temporada era primorosa, com personagens bem escritos, interpretações impecáveis e trilha sonora marcante. Trilha por sinal, composta pelo gênio Angelo Badalamenti. As letras das canções foram escritas pelo próprio Lynch, para depois, ser interpretada pela igualmente estranha Julee Cruise. Cada cena possui músicas que se encaixam perfeitamente ao clima de Twin Peaks. A série, não é fácil e foge completamente de tudo o que provavelmente você já viu e merece ser vista e revista mesmo que, você já saiba quem assassinou Laura Palmer, aquela que era considerada a garota mais dócil da pacata cidade, mas que na verdade , assim como em Twin Peaks, nada parecia ser o que era.
 
Trio de esquisitos: Lynch, Badalamenti e Cruise.


02/03/2011

Coisas...

Ficamos sem internet no trabalho por quase dois dias.
 
Me pergunto como vivíamos há 15 anos.
 
Lendo:
 
 
 
Ouvindo:
 

Assistindo:


Minha nova paixão:

Russel Tovey