29/09/2011

Bórgias.

Hoje terminei de ler Bórgia, lançado em 4 volumes pela editora Conrad. A HQ, tem como roteirista Alajandro Jodorowsky e como acompanhante, o italiano Milo Manara, desenhista erótico que coloca em prática a história dos Bórgias. Rodrigo Bórgia foi o papa Alexandre VI (1492-1503) e durante seu papado o Vaticano nunca esteve tão afundado em corrupções, mortes e adultérios. Manara empresta aqui seus famosos traços onde a podridão e luxúria são companhias perfeitas para os corpos sedentos de sexo e poder. Confesso ter achado o roteiro um pouco exagerado, abusando das licenças poéticas, e deixando de mostrar o destino de personagens importantes por causa da pressa em terminá-la. Mas ainda assim, ler essas linhas através dos desenhos de Manara, vale qualquer minuto do seu tempo.
Já que estou falando sobre os Bórgias, esse ano, assistimos a adaptação feita pelo canal Showtime (The Tudors) também sobre a família. A série criada por Neil Jordan (Traídos pelo Desejo) também se aplica a mostrar traições, ambição, incesto e poder e é interpretado por um Jeremy Irons incrivelmente assustador. Mas há algo faltando. Não quero dizer que não seja boa, ela é, mas não há embates teológicos e profundidade quando se fala em religião. Em uma época em que a igreja era o alicerce do mundo e a religião católica ditava o comportamento das pessoas, acho que poderia ter sido mais intensa. Nesse caso, talvez Bórgia de Tom Fontana, tenha um resultado superior. Bórgia, era para ser uma minissérie de 13 episódios, mas acabou se transformando em série. Produzida por Tom Fontana, que criou a prisional OZ, ela está para estrear no dia 03 de outubro e se trata de uma produção francesa, embora falada em inglês. Em OZ, Fontana sabia misturar violência com religião muito bem e sem perder a mão. Espero que essa experiência seja mostrada de forma mais competente com a qual Neil Jordan não o fez.


10 comentários:

Gato Van de Kamp disse...

Acho que estava certo qdo citei Nelson Rodrigues pra descrever vc no final da sua entrevista... rsss

DPNN disse...

ontem eu estava vendo uns quadrinhos alemães lá no Instituto Goethe e me lembrei de você na hora!

Gato Van de Kamp disse...

ui.. eu fiz um comentário...

Gato Van de Kamp disse...

Ahh tah.. precisa de aprovação.. HAUhauHUAHuahUA

Aki, acabei de ler o quadrinho ai.... q medo!!!

FOXX disse...

eu adoro séries históricas, mas isso é meio óbvio né? preciso comprar esses quadrinhos...


e obrigado por gostar da minha coluna de história... fico feliz em saber que alguém gosta, é algo que faço com tanto prazer... é bom saber que alguém gosta também.

Serginho Tavares disse...

o traço do desenho é mesmo muito bom!
vou querer muito ver essa série do Tom Fontana...
beijos

Átila Goyaz disse...

lEGAL, lembro até hoje das revistinhas do connam que colecionava.
Abraços!

Edu disse...

Um amigo, o Dirceu, foi gerente de marketing na Conrad. Me deu um exemplar desse Bórgias uma vez. Ainda num li - Mauricio num me deixa ler naaaadaaaa!!! :-)

Paulo Braccini - Bratz disse...

Eu gostei da versão do Neil Jordan ...

Mulher Asterísco disse...

Eu li também e sabe que achei edificante? Uma analogia que ele faz ao dar uma lição a um dos filhos para que o obedecesse sobre os galhos foi bem interessante. Um galho sozinho pode ser quebrado. Mas vários galhos juntos são muito mais fortes. Refletir sobre esta frase me deu uma sensação muito boa sobre a importância da família e por sorte pude dizer isso no reveillon, na vespera do AVC do meu pai, do qual ele se recuperou com toda família agindo unida. É uma epifania que desejo a qualquer um e a você em particular.