Minha amiga Alessandra e eu nos identificávamos por querer fazer parte do romantismo. Aquele ao qual morríamos por amor e criávamos em nossas cabeças que sofrer era necessário para sabermos o que verdadeiramente sentíamos. Formamos uma ligação que apenas com o olhar, sabíamos o que se passava um com o outro.
Ficávamos no quarto, ouvindo Cocteau Twins, Bel Canto, Mazzy Star e vendo Felicity enquanto engordávamos com chocolates e vinhos. E ela então me apresentou um livro, que se tornou imprescindível para que eu entendesse as dores que me dilaceravam na época. Uma época em que nossos cavalheiros de Jane Austen eram na verdade Valmonts brincando de dilacerar corações.
“Ciúme: Sentimento que nasce no amor e que é produzido pelo medo que a pessoa amada prefira outro.”
"Como homem ciumento eu sofro quatro vezes: por ser ciumento, por me culpar por ser assim, por temer que meu ciúme prejudique o outro, por me deixar levar por uma banalidade; eu sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum."
"Ao mesmo tempo em que se pergunta obsessivamente por que não é amado, o sujeito apaixonado vive na crença de que na verdade o objeto amado o ama, mas não o diz"
Trecho de "Fragmentos de um Discurso Amoroso" de Roland Barthes.

17 comentários:
aaaaaaaa
bateu uma saudade de Felicity
o problema do ciúme, é que a parte aceitavel e a obsessiva é dividida por uma linha tênue, um tantinho ultrapassado, a relação ja fica over
Esse livro era a nossa cara!
Como essa época foi boa...
Vivíamos tudo muito intensamente, o que nos fez crescer em alguns aspectos hoje.
Bjs.
As frases escolhidas são extremamente reflexivas. Pensando...
Bjão
Esse tem lugar reservado na minha estante... às vezes estou escrevendo um texto acadêmico, aparece um termo, e corro lá pra ver como ele aparece no livro.
Mas na minha fase dark, os livros de cabeceira eram outros: Anne Rice, Poe, Augusto dos Anjos...
Esse Rolando Bart Simpson está me descrevendo! Mas ok... menos intensamente... :-)
não suporto ciúmes ... nem ciumentos ... pronto falei ...
;-)
Engraçado, NE.. A gente Le o blog de uma pessoa, acompanha e tem a sensação que a conhece.. Ai um dia ela faz um post declarando algo que vc Le e pensa: “Oi??? É ele mesmo???”.. RSS
feliz dia dos namorados. pra vc e pro melo. pra um casal que eu tanto amo.
Adorei !Te sigo.
beeijo
Putz... não sou nem um pouco ciumento! E acxho chatoo...
P.S. Pode até ser casado desde que eu não saiba...rs
Olá!!
Venho conhecer seu blog e estou adorando!
Ciúmes, ja sofri demais com isso, em uma postagem mais antiga no blog, falo como para mim, fiz uma pesquisa a respeito e entendi tudo o que se passava, tolice a minha quem sofria era eu, e geralmente um sofrimento burro infundado.
Se puder venha conhecer meu blog, Alma do Poeta!
Abraços!
Viniciius.
Ciúme é perigoso.
Só por segurança, não guardo nenhum.
Beijo Wans!
Adorei essa definição de ciúmes! Felizmente (ou não), eu não sou ciumento...
Eu já tinha ouvido falar desse livro, mas não li ainda! Mais um pra minha lista de compras!!
beijo!
Ciúme é que nem cachaça. Tem que saber usar, na medida, vez que outra, pra fazer um dengo ou uma graça. Não pode é ser dependente dessa droga. Mas... er... tipo assim... ciúme rola por aê? Tôbegemodeon! Bjoz!
ai, Barthes!
adoro esse francês metido!
quando você quer, escreve pracaraleo
nunca li [afinal, nem sou de ler, uma pena]. mas talvez eu nunca entenda o ciume. ate q um dia eu sinta, nao posso dizer que o entenda.
nao fui de acompanhar felicity, infelizmente. nesta época, meu coração pertencia a dawson's creek.
pertence até hoje, mas ta bem distribuido para outras tantas séries.
e amigos assim, de longa data, tão bom isso ne?! tesouro grande!
bjo
[j]
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