24/12/2010
14/12/2010
13/12/2010
UÓfner
Domingo, 12 de Dezembro, Melo e eu íamos a caminho da Alameda Campinas, em frente a ofner para um beijaço contra o ato de discriminação que um casal gay havia sofrido uns dias antes. Confesso quase ter ficado em casa. O calor beirava o insuportável e a vontade de hibernar era grande, mas de que adianta reclamar e não fazer nada? Foi por isso que arrumamos força e nos munimos com a coragem e vontade de fazer algo e enfrentamos o trânsito, as milhares de pessoas que circulavam pela av. paulista com suas famílias para verem os belíssimos enfeites natalinos anual e a possibilidade de chuva. E valeu a pena! Deviam haver pouco mais de 100 pessoas, mas me parece que o número fez mais sentido do que os milhares que habitam a parada. Estávamos ali para cobrar os direitos que nos são negados. E tentar nos fazer ouvir. Foi divertido, foi bonito e foi gostoso...beijei Alexandre como se fôsse a primeira vez. Encarei os meus medos e deixei as diversas câmeras flagrarem meu orgulho em estar com alguém que amo sem medo e só querendo que possamos viver nossas vidas como bem desejarmos.
Marido também fez um post a respeito que vocês podem acessar clicando AQUI!
PS. A foto mostra Melo a caminho.
Caso alguém nos veja em fotos, por favor, nos comunique. Mais links:
09/12/2010
Diet!
Há três semanas, estava notando que minhas camisetas de bandas andavam apertadas e desconfortáveis. Devo ter engordado uns 2 kilos e nem havia percebido. O que fazer para melhorar essa situação? Alguns poderiam dizer para entrar num academia ou fazer esportes. Porém todos sabem o quão avesso sou a esses tipos de atividades. Então aproveitei que Melo está em casa para começar a me alimentar melhor. Começamos a ir à feira todos os domingos e nos munir de alimentos saudáveis como legumes, frutas e peixes. Parei de tomar refrigerante e troquei o elevador do prédio onde moro pelas escadas (são 6 andares).
Que fique claro, não quero ficar sarado, muito menos, ficar muito magro, apenas quero não precisar ter que trocar todo o meu guarda-roupa. Isso já faz três semanas e notei que ando mais disposto, menos inchado e dormindo muito melhor. Claro que final de semana, saio desse "regime" e exagero um pouco. Mas pense o seguinte, para quem comia como um pedreiro e já ía logo se deitar, essas mudanças soam pra mim, como se tivesse correndo a São Silvestre diariamente.
07/12/2010
Big Love
Nos anos 80, dois irmãos assassinaram a facadas a cunhada e sua filha de apenas alguns meses. Eles disseram que receberam ordens diretamente de Deus. Os assassinos, eram mórmons religiosos fundamentalistas. Essa história é contada no livro de Jon Krakauer "Pela Bandeira do Paraíso", onde além de relatar com detalhes os motivos sobre o assassinato, descreve a religião Mórmon, seus seguidores fanáticos e sobre o criador e Profeta Joseph Smith, onde este, disse ter recebido revelações que aprovavam a poligamia. O livro mostra o quão religiosos fundementalistas podem ser perigosos, mas também, mostra o lado de quem a segue sem fanatismos e seguindo sua tradição.
John Krakuer é um dos meus escritores favoritos e é autor dos incríveis "No ar Rarefeito" e Na
Natureza Selvagem" que já virou um grande filme nas mãos de Sean Penn.
Sobre esse assunto, a maravilhosa série Big Love da HBO estréia sua 5ª e última temporada em Janeiro. Ela fala de Bill e suas três esposas e também mostra os fanatismos de uma comunidade Mórmon, onde homens idosos possuem diversas esposas, entre elas, adolescentes de 13 anos. Porém, também procura mostrar o outro lado de quem a segue, conforme as escrituras.
Segue abaixo o teaser.
02/12/2010
Sampa...
Esses dias Melo e eu estávamos vendo o especial Alice da HBO e notamos que São Paulo é na verdade outra personagem na série e pensei, por que não escrever sobre a cidade?
Há uns anos atrás, Melo e eu vivemos no Rio de Janeiro por quase três anos. Longe das famílias, dos amigos e da cidade que tanto amamos. Vivíamos os dois, sozinhos e com saudades de tudo. Mal esperávamos voltar ao caos de São Paulo. Não me entendam mal, o Rio de Janeiro é lindíssimo e as pessoas idem, no entanto, nada paga a beleza dos prédios, luzes e pessoas que fazem a composição de São Paulo. A região central é sublime e através da janela dos prédios, podemos ver que há algo que outras cidades não possuem. Os faróis dos carros a noite, as buzinas, os bares, as vozes, a música, as ruas e até o tráfego formam uma sinfonia que representa a vida daqueles que jamais deixariam de morar aqui.
Andar pela avenida Paulista, ir à galeria do rock, comer no mercado Municipal, visitar os milhares de sebos centrais, tomar café nas padarias da cidade, ferver na Vieria de Carvalho, dançar nas casas alternativas, comer das mais diversas culinárias possíveis, descansar nos parques, ver shows gratuitos, comprar obras baratíssimas na festa do livro da USP, participar da maior parada do mundo, abrir minha janela e avistar as pessoas caminhando pelo saudoso minhocão...tudo isso, pra mim, é mais importante do que qualquer azul infinito dos mares dos outros.
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