Após chapar na literatura de Irvine Welsh na semana passada, resolvi pegar Laranja Mecânica para ler. O livro, ao qual a obra prima de Kubrick fora baseada, consegue ser tão chocante quanto o filme. Nesse caso, crianças, adolescentes e idosos são espancados, furtados e estuprados por garotos de 15 anos.
Numa Londres futurística e caótica, Laranja Mecânica - o livro - escrito no começo dos anos 60, consegue se manter atual e moderno. Porém, confesso a dificuldade da leitura, já que o autor criou um dialeto para que esses jovens se identificassem. Enquanto no filme houve todo um trabalho feito pelos tradutores, deixando os diálogos prontos para quem assistiu, no livro, existe um glossário final, com a explicação de cada termo usado pelas gangues.
No começo, ía e voltava nas páginas para um melhor entendimento, até perceber que, a sacada, é ler diretamente e tentar entender o que o autor quer dizer com aquela palavra, porém, no sentido completo da frase. Estou levando mais tempo que o normal, mas a satisfação da leitura, tá valendo cada esforço.
Algumas palavras do glossário Nadsat.
Drugui = Amigo – Grupa = Gangue – Tchelovek = Sujeito – Nadsat = Adolescente
Horrorshow = Legal – Mascaretas = Máscaras – Britvas = Navalhas – Ujis = Correntes
Nojas = Canivetes – Shlapa = Chapéu – Moloko = Leite – Velocet = Droga Alucinógena
Sintemesc = Droga Alucinógena – Dencrom = Droga Alucinógena – Starres = Velhos
Sunkas = Mulher – Toltchoks = Chutes, Porradas – Gúlliver = Cabeça
Miliquinhas = Policial – Rozas = Policial.
















