31/05/2010

I Want Your Love

Quando eu comecei essa página, apenas os amigos me liam. Uma das primeiras pessoas de fora a ler meu blog foi o BHY. Ele me deu várias dicas, arrumou o layout do bewilde, surtou com o blogspot e se mudou para o tumblr com uma nova proposta. Desde aquela época, o BHY, assim como todos os outros que sempre visito, se tornou um vício.

Sexta-feira passada estava eu navegando pelo seu blog quando dei de cara com esse curta "I Want Your Love". É uma história sobre dois amigos que conversam deitados na cama, bebendo vinho, falando sobre amores quando decidem transar. A atuação dos dois atores é sublime, e a naturalidade dos diálogos, torna o curta mais real. O detalhe mais bacana é que a cena de sexo é realmente explícita, porém, assim como em Shortbus de John Cameron Mitchell, nada é gratuito.

Portanto, não vejam no trabalho, mas também não deixem de ver ao chegar em casa. Please! É só clicar no nome do curta que se encontra nesse post.

Pai, sou gay!

Sábado fui aos meus pais levar os presentes da viagem. Todos ficaram felizes e tal. Eu estava triste. A noite, começou a bater uma depressão. Não tinha nada para fazer. No andar debaixo todos se divertiam. Amigos e parentes chegavam e conversavam em alto e bom som. E eu, literalmente estava deitado na cama e encarando o teto. Queria encontrar um sentido para aquele momento. De repente, decidi que tava na hora de contar ao meu pai. Era o momento. Amanhã de manhã, quando minha mãe descer para preparar o café, entro no quarto e digo tudo! Decisão tomada.

Uma hora depois, subi para jogar video game com meu sobrinho. Aproveitei para dizer ao meu cunhado que ía contar ao meu pai. Ele me olhou e disse para não fazê-lo, já que meu pai iria culpar minha mãe. Isso acabou comigo. Lembro que há alguns anos, ele havia me incentivado a contar.

Voltei à casa de meus pais e fui direto para o quarto. Haviam tirado a televisão de lá. Era 22h30. Tomei banho e fui dormir. Quer dizer, tentei. Coloquei o fone de ouvido e fiquei ouvindo músicas. Porque quando estamos tristes colocamos músicas ainda mais tristes para ouvir? Que porra! A gente gosta mesmo é de sofrer! Peguei no sono, mas acordei durante a madrugada umas 4 vezes.

Dia seguinte, minha mãe desce as escadas. Ouço o barulho da tv no quarto deles. Meu pai assiste a fórmula 1. Abri a porta do meu quarto e fiquei de frente para o quarto dele por 10 minutos, mais ou menos. Entrei, meu coração disparado. Ele me diz: "E aí, filho, tudo bem?" Eu: "Tudo bem, pai. Vim pegar uma toalha."

Tomei meu banho, meu café, me despedi e fui embora.

Falhei!

28/05/2010

Lanterna do Prazer


Um fleshjack como vocês podem observar pela figura é parecido com uma lanterna, daí seu nome. Ele possui uma massa de silicone do tamanho dessa "lanterna" onde é encaixado dentro desse tubo. Na ponta dessa massa, encontra-se a melhor parte, o local onde o pau é introduzido. Há vários formatos a serem escolhidos, entre bundas, bocas e ânus, que foi o qual escolhemos.

Conosco aconteceu assim, estávamos em Amsterdam e entramos em um dos milhares Sex shops espalhados pela cidade. Encontramos o qual estávamos procurando e compramos. Quando chegamos no hotel, resolvemos testar o brinquedinho. Banho tomado, os dois deitados na cama, começa as carícias existentes entre casais. Alexandre então, lambuza meu cacete de gel e acrescenta um pouco naquele falso orifício que em breve me daria prazer. Quando entrou a cabeça, a sensação foi indescritível, já que dentro do falso ânus, há pequenas bolinhas que existem pra massagear seu membro. Depois de todo colocado, era a hora de começar a masturbação. Enquanto o objeto subia e descia como uma deliciosa bunda que engolia meu pau, Alexandre controlava a pressão através de uma rosca no fim do aparelho. De repente, Melo resolveu experimentar e se deu muito bem. Seus olhos demonstravam que o pequeno brinquedo o tratava muito bem. Mas eu precisá-va senti-lo mais uma vez, e Alexandre o encaixou muito bem ao lugar que pertencia. Dessa vez, fechei os olhos, coloquei os braços atrás da cabeça e deixei que meu companheiro deslizasse aquele delicioso cú pelo meu pau. E eu podia ver meu caralho entrando e saindo daquele burqauinho apertado e quente. Alexandre então me deu o controle do aparelho e começou a se masturbar olhando toda aquerla cena enquanto eu com as duas mãos cavalgava meu fleshjack com delicadeza. Segundos depois, gozamos e ficamos deitados como se a transa tivesse sido entre os dois. O que na verdade foi.

Um detalhe curioso, o fleshjack é incrível, mas faz com que você goze muito rápido, então, quando estiver com um desses na mão, aproveite cada segundo.

27/05/2010

Quando você descobriu?

Nessa terça-feira, Melo e eu assistimos a um documentário da HBO chamado "When I Knew". Os dois diretores do filme, entrevistam homens e mulheres gays com uma simples pergunta: "Quando você descobriu"? Foi nesse momento que comecei a me perguntar quando havia acontecido comigo.

Acho que eu senti algo diferente aos 6 anos. Lembro que, já olhava para os meninos com outros olhos. Como muito garoto, brincava de mamãe e papai com minhas priminhas, mas gostava mesmo é de ser a mamãe do meu primo que tinha um ano a mais que eu. Nas minhas férias escolares, sempre ficava na casa da minha tia e continuava com as carícias com ele. Isso durou até os 16, acredito. Mas o desejo que sentia quando estávamos juntos era gigantesca. Algo que naquela época, não conseguia entender. Acho que foi nessa época que senti meu primeiro sentimento gay.
 
E você, quando descobriu?

26/05/2010

Betty in a bad trip

Saímos então a procura de uma balada gay. Eu caminhava como se estivesse flutuando, flutuando, flutuando...até que o medo de cair naqueles diversos canais começou a me perturbar. De repente, eu começo a andar encostado em Melo e preocupado se poderia acabar naquelas águas geladas. Continuamos caminhando até encontrar um pub gay. Encontramos um, bacanérrimo. Melo pediu duas cervejas e ficamos os dois em pé, ele curtindo o ambiente e eu tentando encontrar meu espaço naquele lugar. Tentava levar o copo à minha boca, mas tudo funcionava em câmera lenta. De repente, meus pés começaram a doer. Era como se meu tênis tivesse se transformado numa morsa. Eles estavam sendo consumidos e pressionados. Melo notou algo e perguntou se queria ir embora. Disse que sim, acabando com sua diversão.

No caminho para o hotel, estava sofrendo como se a cada passo, a ferramenta estivesse destroçando meus pés. Chegando lá, paramos no restaurante para comer algo. Enquanto esperávamos, não podia baixar guarda. Meus pés não podiam ficar no chão. Qualquer descuido e eles explodiriam ali na minha frente.

Comemos rápidamente e fomos para o quarto. Lá, Alexandre tirou meus tênis com pressa enquanto eu agonizava deitado na cama. Finalmente, alivio.

Larica violenta. Uma bolacha negresco se transformou na melhor refeição que já tive na vida. Ela era saborosa. E foi devorada aos poucos, em partes...

Logo me deitei e fui dormir. Pensando que no outro dia, faria de novo.
 
No outro dia, cancelei minha volta ao coffee, afinal, não queria estragar outra noite para o Melo.

25/05/2010

Betty on drugs

Tá, em Amsterdam, foi mais ou menos assim, procuramos um local bacana para eu poder fumar o cigarrinho. Não queria nada cheio. Queria apenas curtir o meu beck na boa, conversando com Melo e só! Encontramos um cofffee shop (que é como os lugares onde as pessoas fumam são chamados) de nome Betty Boop. Entramos, o atendente, muito gentil por sinal, nos ofereceu seu menu com ervas de todo o globo. Um amigo havia me recomendado uma hawaiana e foi essa que escolhi. Quando vi a cor da erva, tive certeza de que o que fumamos no Brasil não passa de misturas. Essa era de um verde claríssimo e desmanchava na mão. Sentei, acendi e fui curtindo minha brisa enquanto Alexandre desfrutava de uma coca cola. A conversa rolava solta quando percebi, meu Weed Joint já estava no final. Resolvemos então ir embora, porém antes, abri a porta e me despedi daquele sujeito que me foi super gentil e que acabara de proporcionar a viagem da minha vida.


Continua...

24/05/2010

Amsterdam

Bem, o que dizer sobre Amsterdam? Apenas que tudo o que dizem e tudo o que você já ouviu falar é a mais pura verdade. Foi o local que mais gostei de ficar e ironicamente, o que ficamos menos. É lindo, é liberal, mas com muito respeito. Aqui, maconha e algumas outras drogas são liberadas, mas você não vê pessoas passando mal pelas ruas ou sendo incovenientes.

Amsterdam respira sexo. Aqui, a prostituição é legalizada. E por mais que eu tenha visto inúmeras vezes na televisão aquelas mulheres expostas como produtos na vitrine, é sempre muito bacana ver pessoalmente. E elas são lindas! E são para todos os gostos.

E os milhares de sex shops espalhados pela cidade é genial!

E em Amsterdam, o prefeito da cidade faz questão de escrever uma carta celebrando que a cidade foi o primeiro local a oficializar o primeiro casamento gay no mundo todo. Coisas que estamos longe de conquistar.

Conhecemos a cena gay de Amsterdam e amamos! Alexandre e eu sentimos que os holandeses gostam de algo meio S&M.

O museu do sexo é absolutamente incrível, embora tenha sentido que faltavam esculturas homoeróticas.

Foi também aqui que compramos nosso Fleshjack. Falando nisso, aguardem postagem sobre a sensação de como é foder um brinquedinho sexual e como foi minha experiência com o cigarrinho de artista.

Enfim, foi pouco, mas o prazer que a cidade proporcionou valeu por todos os dias passados nesses outros incríveis países. De todos, é a cidade que definitivamente vou querer voltar a ver.

21/05/2010

Physical do capeta

Já estamos em casa. Chegamos ontem e hoje, acordamos as 6h55 min. Sabe como é, horário europeu ainda fazendo efeito na cabeça das bunitas. E nada melhor pra comemorar nossa volta do que o novo vídeo do Goldfrapp - Alive. A música não seria minha escolha para esse segundo single, mas o clipe tirou totalmente o meu ceticismo. O vídeo é uma referência clara a Olivia Newton-John. E a diva Alison tá mais uma vez chiquérrima nessa vibe vampiresca.

Dêem um play.

19/05/2010

Escócia & Edimburgo

Em Edinburgo, ficamos numa pousada pequena, mas muito confortável. A dona/gerente era de uma atenção tamanha e o quarto que ficamos, era gigantesco com uma cama King Size que nos tratava como merecíamos quando voltávamos da rua super cansados.

No dia da nossa chegada, que foi logo de manhã, procuramos conhecê-la e aproveitar para conhecer sua culinária e fama por trás dos kilts. A culinária da Escócia não é muito diferente da de Londres. O café da manhã era o mesmo e os pratos, também acompanhavam batatas fritas e vegetais.

Nos dias seguintes, resolvemos fazer um tour com uma empresa que nos levou para conhecer as Highlands e os famosos Lochs escondidos pela grande Escócia. Lochs é como são chamados os lagos. Os escoceses, porém, detestam chamá-los de lakes e se orgulham com o chamado "loch" com bastante entonação na pronunciação. Os lugares são lindíssimos e muito preservados. Com um frio de 5 graus, tive o prazer de sentir alguns pingos de neve cair e me maravilhar com o lugar.

Conhecemos o castelo de Stirling que era conhecido como os aposentos da Rainha da Escócia Mary Stuart e confirmar o local estratégico ao qual ele se encontra e o porquê dele nunca ter sido invadido.

Queríamos ter ficado mais. Com certeza, muitas coisas ainda precisavam ser descobertas. O que na verdade me deixou chocado, foi descobrir que um kilt completo com meias, sapatos, terno e tudo mais, chega a custar mais de R$ 2.000,00. Como bem sabem, eles não usam nadinha por baixo, mesmo que esteja menos que 0 graus. Aparentemente, aquela lã protege mais do que imaginamos.

14/05/2010

Londres


Tá, eu queria ter escrito um diário de viagem, dizendo exatamente tudo o que tava acontecendo, mas é praticamente impossível! Nesse momento, estamos a caminho do último destino: Paris. Tudo foi muito rápido. Parece que tava falando sobre essa viagem com vocês ontem mesmo. Mas é isso, tudo que é bom, dura pouco. Não vou me aprofundar nos detalhes, como faz tão bem o introspective, mas vou tentar passar o que achei de todos os lugares em que estive.

Londres

Sempre foi o lugar que eu mais esperava conhecer. É lindo, contemporâneo, cultural...Por incrível que pareça, não conheci as baladas gays de Londres. Não me xinguem. Acontece que, andávamos tanto durante o dia que praticamente caia de sono no hotel a noite. A invés disso, fiz questão de conhecer o Soho, bairro gay inglês. Simplesmente maravilhoso! Lojas de artes, sebos, livrarias, lojas de roupas, muitos pubs. Entramos em um, que seria algo como o caneca de prata aí em SP. Muitos gays mais velhos, ursos, magros...de todos os lugares.

Claro, conheci os pontos turísticos, embora não tenha conseguido ver o British Museum. Mas não pude deixar de conhecer os castelos de Hampton Court, Windsor e a Tower Bridge, lugar onde Ana Bolena teve sua cabeça cortada.

Conhecemos o Globe Theatre, museu de Shakespeare onde foi recriado o antigo teatro onde todas as peças do escritor foram encenadas pela primeira vez.

 Camden Town deve te sido o lugar que mais gostei de andar. Todo o bairro é praticamente uma enorme feira alternativa. Milhares de coisas a serem compradas. Havia uma loja incrível, algo como um brechó onde vendia todo o tipo de roupas militares.

Todos os dias a gente bebia nos pubs da cidade. Um deles, que gostamos bastante era o Prince of Wales próximo ao hotel em Earl's Court. Cada pint cabe 1/2 litro de cerveja. E aqui, meus amigos, eles bebem aos tubos.

A comida inglesa não me agradou muito. Em praticamente todos os pratos é colocado ervilhas, cenouras e batatas. O tal "english breakfast" contém torrada que parece ter sido mergulhada no óleo, ovos, linguiça, bacon e feijão adocicado.

Enfim, foram tantas coisas que meus pés ganhaam um par de bolhas que só resolveram me deixar em Edimburgo. Mas sobre esse destino, deixo para o próximo post.

10/05/2010

TAMofudido



Antes de postar algo sobre nossa viagem, quero falar sobre o processo estressante que foi conseguirmos embarcar.

Como bem sabem, Alexandre é funcionário Tam e por causa disso, conseguimos um super desconto na passagem. É tentador poder viajar pagando um valor risível, porém, na prática é estupidamente humilhante todo o momento que você passa até conseguir sentar no assento da aeronave.

Na verdade, o funcionário que trabalha o ano inteiro e procura aproveitar as vantagens para curtir suas férias não é nada valorizado. Chegamos no aeroporto super cedo (18h00), já que o vôo saía as (23h45min.) e tivemos que esperar um colega de trabalho nos conseguir os tais assentos.

Portanto, fomos obrigados a passar por uma fila, mais de uma vez, ouvir histórias de que o vôo estava cheio, ser atendidos por funcionários que não estão interessados em lhe dar os lugares, até conseguir te colocar bem ali, apertado, no meio. Até parece uma punição por você estar indo viajar. Isso vindo de pessoas que deveriam entender o processo e ajudá-lo.

Felizmente, conseguimos!
Infelizmente, no dia 20, faremos tudo de novo.

A verdade, é que estamos pensando seriamente  pagar o valor total nas nossas próximas férias, pois não passaremos pela humilhação e o estresse que é viajar de concessão.

06/05/2010

A Queda

Enquanto algumas caem na estação Sé, eu caio no palácio de Hampton Court.




Wans, fina e...desastrada.

02/05/2010

O grande ROMBO.

O foda de sair de férias é o mês seguinte. Se você não se preparar, fica devendo até as calças para o banco. O lance é que além da viagem em si ser cara, outro rombo para a nossa conta está por vir, já que ítens básicos não podem deixar de serem comprados.

Jogos de Playstation
                                                          
Swatch

                      CDs                      
HQs
 Perfumes
Livros de Arte
Brinquedos
Entre outras coisas...