31/03/2010

Modern Family

Já viram Modern Family? Ela é uma comédia nova da ABC que utiliza o mesmo estilo documental que The Office. Com câmera na mão e abusando de close ups, a graça da série fica justamente em momentos ao qual o personagem passa por situações humilhantes que provavelmente já passamos, mas que não fora capturada por nenhuma lente.
No mesmo estilo, estão as igualmente geniais "Parks and Recreation", "The Comeback", "Extras", "Party Down" (Sue Sylvester saiu dessa para entrar em Glee), e a já citada The Office.
Em Modern Family, temos a filha, casada com um sujeito bobo e com três filhos. Sendo a mais velha, uma vadiazinha, a do meio um gênio e o mais novo tão imbecil quanto o pai. Também há o irmão, Mitchel, gay, advogado e casado com Cameron. Esse , afeminadíssimo e totalmente neurótico. E finalmente temos o patriarca da família, americano de meia idade, patriota, casado com Gloria, uma colombiana gostosona com um filho do primeiro casamento: Manny. Juntos, esses dois são quem mais me faz rir. O sotaque carregadíssimo de Glória é divertidíssimo e seu timing para comédia, genial!
De todas as estréias de 2009, junto com Glee,  é a que mais gostei. Para quem ainda não viu, fica a dica.

30/03/2010

Wake Up!

Finalmente minha 6ª tatuagem. Mais uma vez, a escolha do que fazer foi fundamental. Resolvi tatuar o Frank, o coelho bizarro do fodástico Donnie Darko e que também figura em nº 1 no top five "creepy rabbits" da queridona vaca jersey.
Essa foi a última que fiz e tenho mais 2 agendadas para julho. A idéia, seria fazê-las dentro dos braços esquerdo e direito, no espaço que ficou em branco. Porém, ando pensando em fechar os antebraços. Só que daí, vem as responsabilidades e dificuldades que teria futuramente. Também penso no que meu pai diria, já que ele não tem gostado muito das que eu fiz. No caso das outras, uma calça e camisas mais longas, escondem o trabalho, mas caso eu decida pelo antebraço, poderia encontrar obstáculos que até agora não apareceram.
Felizmente trabalho num local onde tenho uma chefe/amiga e que não se importa com as tatuagens. Mas sei que ela e vários outras pessoas,  vão me alertar sobre as consequências que poderei enfrentar. Não sei meu futuro na empresa, embora goste muito de estar aqui. Também não sei se voltaria a trabalhar em serviço burocrático caso vier a sair. É tudo muito vago, mas a cada dia que se passa, tenho mais certeza de que é isso o que eu quero fazer.
Como disse, ainda não sei. Tenho até o mês de julho para decidir. Até lá, vou ficar remoendo minhas incertezas e tantar levar em consideração que uma vez feito, não terei como voltar.


29/03/2010

Família


Nessa sexta-feira, teremos um feriado de Páscoa e pra mim, um dilema. Acontece que, Alexandre passará o fim de semana com a família e eu estou à deriva. Não que eu não tenha lugar para ir. Poderia passar o feriado com ele, já que todos de sua família gostam muito de mim, ou mesmo ir visitar os meus pais. Mesmo que, prometi a eles que os veria antes de minha viagem. O difícil dessa visita é que tudo muda na minha vida. Não tenho mais paciência para aguentar as perguntas sobre namoradas vindas de meu pai, e minha mãe não fica tão disposta a ouvir muito sobre Alexandre. Não quero pintá-los como montros, pelo contrário, eles são incríveis quando estou lá. Minha mãe me prepara qualquer comida que peço e meu pai, sempre faz questão de me fazer companhia. O problema, é que não existe Alexandre companheiro. Não posso falar sobre nossas vidas juntas. Meu pai, no fundo sabe sobre minha sexualidade, mas finge não ver. Ele apenas enxerga Melo como o amigo com quem divido apartamento.
Meus imãos que também são casados, sempre estão por ali. Vou acabar indo na quinta-feira a noite e voltando no sábado. Não conseguiria ficar até o domingo.  Eu os vejo de 4 em 4 meses e quando estou lá, é como se não fizesse mais parte daquela família. Não pertenço mais àquele lugar. Me sinto deslocado e completamente deprimido.
Queria ter coragem para dizer ao meu pai tudo o que gostaria. Falar sobre Alexandre, sobre nossas conquistas, e de como eu sou realizado como um homem gay. Falar pra ele que na verdade, em nenhum momento, nunca fui tão feliz em toda a minha vida.
Queria poder lhe olhar no olho e dizer, nesse dia em se comemora a ressurreição de Cristo e com todos os clichês possíveis: Eu sou gay!

25/03/2010

Os meninos da cabeça do Wans


 
Eu gosto muito de ler, especialmente literatura infanto juvenil. Adorava ler os livros da coleção vagalume. Nunca esqueci o impacto que 'Açucar Amargo" teve em mim na época. Com o tempo, conheci os clássicos "Tom Sawer", 'Huckberry Finn", "Monteiro Lobato", "Guerra dos Botões", "Os Meninos da Rua Paulo" que na minha opinião é o melhor livro sobre a adolescência de todos os tempos, "O Apanhador no Campo de Centeio" e vários outros. Com o fim da minha própria juventude, e com o começo de Harry Potter, uma nova leva de leitores e escritores foram surgindo. Alguns, já existiam, porém, somente com o interesse do público por HP, é que esses acabaram sedentos por novas histórias. Daí vieram "Artemis Fowl", "Alex Rider", "Fronteiras do Universo", "Desventuras em Série" e muitos outros. Eu, mesmo não sendo mais um adolescente, continuo na busca por novas aventuras.
Na semana passada, tive finalmente o prazer de ler "Onde Vivem Monstros" de Maurice Sendak. Claro, o interesse, veio por causa do filme, que por sinal, me apaixonei. Mesmo sendo um pouco diferente do livro, o filme possui a mesma essência. 
Aparentemente, ele parece um livro infantil, com suas figuras enormes e frases que o completam. Mas temas como tristeza, solidão, raiva e rebeldia, podem ser interpretados por todas as idades. Suas ilustrações com suas diversas cores, são de uma beleza incrível e transferem emoções só de olharmos.
Aos 33 anos, ainda sinto as mesmas angústias que Max, o garoto do livro. Ele pode ter apenas 8 anos, mas não tem idade dentro de mim...

24/03/2010

After Whata (fuck)????


Sexta-feira, 19 de março, 2010, estávamos em três, dois garotos, 1 garota. Antigos frequentadores do antológico Madâme Satã. Doidos para reviver o som de outrora. Há tempos não saíamos juntos. Casamento, filhos e trabalho. A idade também não ajuda. Os três, passaram dos 30. O pique dos 20 se fora, mas ainda ansiávamos para ouvir clássicos que moldaram nossas juventudes transviadas. A garota, recebera por email de um amigo, um flyer de uma nova balada em São Caetano. After All era o nome do lugar. Super estréia. 80, gothic, indie, future, ebm...Marcamos. Os três, sem habilitação. Metrô/ Trem. 23h00 foi o (re)encontro. Saudades/ Nostalgia. Voltamos no tempo. Rumo à casa. Dentro, um ovo. Siouxsie and the Banshees nas alturas. Impossível conversar. No bar, apenas cerveja e bebidas de gosto duvidoso. Vodka Natasha. Não bebo cerveja. Sobriedade não combina comigo. A casa começa a encher. Na pista, uma senhora de preto dança com a parede. Comentamos que deve ter tomado algo. Oingo Boingo, X Mal,  The Romantics, eletrônico, eletrônico, eletrônico, eletrônico, eletrônico, eletrônico...odeio eletrônico. Na pista, heterossexuais dançam EBM. Confirmação: heterossexuais homens não sabem dançar. Bafão. Briga de loiras. Promessa: não saio daqui sem agitar 1 música. Toca Cult - She Sells Sanctuary - hit óbvio, The Cure - Boys Don't Cry - hit óbvio. Toca mais eletrônico, eletrônico, eletrônico, eletrônico, eletrônico, eletrônico, eletrônico. Banda The Forest. Covers: Depeche Mode, Siouxsie, Mission, Church...muito ruim. Banda chata. Vocalista: Meat Loaf?  Não vemos o final do show. 2h00 da madrugada. Saída. Ar puro. Boa conversa. Hot Dog, batatas fritas, suco, refrigerante. 2h30 da madrugada. Trem/Metrô fechados. Garota vive em São Bernardo do Campo. Garotos em São Paulo. Os três começam a caminhada até a casa da garota. Itinerário: São Caetano a SBC. 2h20 minutos de andança. 4h30 chegamos. Garota entra. 5h20min. Ônibus passa. Metrô de São Paulo 6h00. Cheio. Segunda-feira? 6h30 banho. Pé com bolhas.  6h45: cama. Alexandre: Foi bom? Wans: Uma merda! Mas valeu reencontrá-los. Cabeça no travesseiro. Pensamento: Amanhã quando acordar, coloco Cocteau Twins no som e danço até onde meu pé aguentar...

23/03/2010

Travas levantadas


Nós moramos no centro de São Paulo, próximo à Roosevelt ,onde há uma rua que é ponto de prostituição de travestis. Ao contrário do que possam pensar, nós gostamos muito de morar ali e felizmente, nada nos aconteceu nos quase quatro anos que moramos naquela região. As vezes, ouvimos as brigas que acontecem entre elas durante a madrugada e nos divertimos muito deitados na cama. Ontem, aconteceu assim:
Numa esquina, uma travesti grita para a outra que está na outra esquina:

Travesti 1: "Patricia, vem cá!"

Travesti 2: "Pra quê?"

Travesti 1: "Vem aqui, menina"

tec tec tec tec corre a travesti com seus saltos alto. 

Infelizmente, não conseguimos ouvir a conversa, mas com certeza, era ba ba do.

Just Ashes...


"My mother said to get things done
You better not mess with Major Tom"

22/03/2010

A Comédia da Vida Privada

 
Esse ano, faz 8 anos que Melo e eu estamos juntos. Depois de tanto tempo, aquele lance de amor, querido e todo o romantismo e paixão do começo do relacionamento, dão lugar a situações vexatórias, mas que nos diverte e acabam se tornando parte do nosso diálogo do dia a dia. Quer exemplo?
 
1) Eu: Sweety?
 
Ele: Fala, inferno.
 
Silêncio...
 
2) Uma vez, chegando cansado do trabalho e mercado, ele entra no banheiro enquanto eu sentado no sofá desamarro o cadarço. Ele sai do banheiro pelado e passa com o pinto praticamente na minha cara numa típica cena que lembraria os Simpsons e Family Guy. Me levanto e vou sentar na cadeira do computador. Vou falando com ele e quando olho, tá ele tirando algo da mochila com a bunda pra cima e me olhando de ladinho. Sabe, poderia ser excitante, mas foi tão cômico que tivemos um ataque de riso incontrolável.
 
3) Aos sábados, quando saímos para tomar café, sempre é ele quem se arruma primeiro. De repente, tá eu lá no espelho e ele grita da porta:
 
"WANS, NÃO VAI MELHORAR!"
 
4) Certo dia, íamos ao supermercado fazer compras. Então resolvemos fazer uma lista:
 
Eu: Alexandre, como se escreve leite condensado?
 
Ele: Bicha Burra
 
Eu: Como se escreve?
 
Ele: ...
 
Eu: Como?
 
Ele: Leite Moça?
 
5) As vezes eu faço perfomance pra ele e fico dançando todo sensual e...
 
Ele: Wans, tá com dor de barriga?
 
6) Outro dia, eu olhei pra ele com cara de garoto que precisa de uma boa surra e digo:
 
"Eu não pareço uma Lolita?"
 
Ele: "Sim, Lolita Rodrigues"
 
7) Alexandre jogando Resident Evil 5 num diálogo constante com a personagem do console, enquanto eu tento fazer algo no no computador:
 
Ele: PUTA QUE PARIU! SAI DAÍ, SUA VACA! COMO EU POSSO TE AJUDAR SE VOCÊ ME ATRAPALHA O TEMPO TODO, FILHA DA P...!
 
Eu conto até 10 para tentar abstrair, mas as vezes, não consigo.
 

18/03/2010

Just do it!

Uma das coisas mais bacanas que a internet proporciona, é a pornografia. Não mais precisamos recorrer a revistas velhas jogadas na rua (acredite, nos anos 80 era comum achá-las dessa forma) ou nos expor em bancas de jornais do centro de São Paulo. Agora, para ver uma boa putaria, é só ter acesso à internet e escolher o seu tipo preferido e pronto.
Pensando nisso, resolvi listar em duas partes, os 10 sites que mais gosto em termos de sacanagem. Em alguns, citei modelos que mais provocaram punhetas homéricas na época de suas postagens. É só clicar no nome e ir direto à fonte.

01 - Sean Cody - Confesso não ter preferência por garotos lindos e corpos sarados. E no site do SC é exatamente assim. Porém, tenho uma relação de amor com eles, pois foi o 1º site que eu conheci quando ganhei meu 1º computador há mais de 15 anos. Aqui, eu listo um dos meus modelos favoritos, o Zack. Ele é um garotão muito bem dotado e  totalmente sem frescuras na cama.

02 - Chaos Men - O Chaos Men segue a mesma linha do Sean Cody, mas acho que eles são mais felizes na escolha dos caras e não exageram na repetição de modelos. Um dos meus favoritos no site, é o Corbin. Cara de homem, peito cabeludo e rola na medida certa.

03 - New York Straight Men - Adoro esse site. Aqui não há preferências para rostos bonitos, o que conta é a vontade de um macho em ser chupado por um gay. Escolhi o Oscar porque ele é um venezuelano tiozão, gostoso, safado e dono de uma pica para deixar com água na boca.

04 - Staghomme - Damien Crosse e Francesco D'Macho são realmente casados e essa parceria os fez criar um dos melhores sites pornográficos da internet. Os homens são escolhidos pela virilidade e as transas são intensas. Os dois transam como se aquela fôsse sua última transa. E ambos, adoram receber um banho de chuva dourada.
 
05 - My First Gay Daddy - Esse site não possui vídeos. Ele apenas indica quando os outros sites são atualizados. Porém com um diferencial, são escolhidos apenas páginas onde os machos são maduros, tiozinhos e vovôs, que por sinal, amo!

Bônus: Men at Play - Esse é para meu amigo CP e os amantes dos engravatados. MAP é um site em que os modelos só podem transar vestindo ternos e gravatas. E os caras são quentíssimos.

Obs.: Você pode conseguir os vídeos gratuitamente no shareazaa, emule, soul seek e nos vários blogs espalhados pela internet. Aproveitem que em breve tem a segunda parte.

17/03/2010

Ferradas e via(ja)das.


Há mais de um ano, Melo e eu estávamos tentando conciliar nossas férias. Felizmente, uma das minhas chefes, é também minha amiga e não tive problemas em escolher uma data para que coincidisse com as dele. Resolvido esse detalhe, escolhemos viajar a Londres e Paris. Londres porque é o lugar que eu sempre quis conhecer, e Paris, porque no ano passado, ele teve a chance de visitar a trabalho e queria poder fazê-lo comigo. Com o tempo, insisti para que pudéssemos colocar Amsterdam na rota. Ele brigou um pouco, mas cedeu. E já que estaríamos a caminho de Paris, por que não acrescentar mais um lugar? Um que estivesse próximo e não fôsse nos prejudicar muito financeiramente. Escolhemos então Bruxelas. Destino selado, nosso rumo ficou assim: Londres, Amsterdam, Bruxelas e Paris. 
 
 Porém, Alexandre estava um pouco preocupado com o lance do dinheiro, mas ei, não há nada que o banco, a visa e mastercard não façam por nós, certo? Afinal, essa é minha primeira viagem à Europa. Decidimos então fazer tudo aos poucos. Em dezembro, reservamos o hotel de Londres, em janeiro, quando fomos escolher o hotel de Amsterdam, descobrimos que Bruxelas não era tão incrível assim, pois nada se tem para fazer. Até que um amigo nos sugeriu Edimburgo na Escócia. Pois a merda tava feita. Resolvemos alterar tudo e fechamos nossa viagem da seguinte forma: Londres, Edimburgo, Amsterdam e Paris. Todo o processo de reserva e pagamento durou quatro meses e na semana passada, finalizamos com Paris. Claro, tudo isso não seria possível se maridão não trabalhasse na TAM e conseguisse passagens a preços super convidativos. 
 
A cada dia que passa, marco um X no calendário. Tô sempre conferindo nas páginas oficiais se as bandas que gosto farão shows nesses dias. Quero conhecer lugares históricos, points gays, casas de rock, lojas de disco, lojas de roupas, lojas de HQ's, lojas de brinquedos...
   
Quero correr por Versailles como Kristen Dunst em Maria Antonieta enquanto mentalmente ouço New Order (a lôka). Sem falar que Alexandre terá que me tirar a força dos braços do túmulo de Oscar Wilde, já que estarei aos prantos, no melhor estilo novela das 7 dos anos 80.
Enfim, vou aproveitar ao máximo todos os lugares e tentar postar nem que seja fotos que demonstrem o momento. Sentirei falta de ler o blog de cada um e se alguém aí tiver dicas para esse marinheiro de primeira viagem, por favor, botem aí nos comentários, e farei questão de visitar.

Update: Nossa viagem está marcada para 03 de Maio, portanto, ainda nos veremos muito por aqui.

16/03/2010

A Importância de ser Wilde


Se há alguma forma literária ao qual mais amo, essa seria Oscar Wilde. O primeiro livro que li, foi "O Retrato de Dorian Gray". Estava na faculdade e ainda não sabia se iria me assumir ou viver uma vida de mentiras. Quando terminei, fiquei encantado com o grande apelo homoerótico, as frases geniais, as intenções e o apelo sexual que não é praticado, mas está implícito. 
Com o tempo, fui colecionando suas obras e me deliciando com a tristeza que existe em cada uma delas. Em "De Profundis" não há como não se identificar com a carta escrita por ele a Alfred Douglas, o garoto a quem ele amou e por quem sofreu. Ou se emocionar com o livro de contos infantis onde os sentimentos sobre amor e amizade são principais características dos animais e não dos seres humanos. Não tem como não chorar nos versos autobiográficos de "A Balada do Cárcere de Reading" onde ele declama o sofrimento ao qual passou quando encarcerado por dois anos por ser homossexual e os horrores que viu.
E quando ele se foi, sua vida não lhe era mais sua. Seus pertences e seus filhos já não lhe eram mais seus. Sua terra também já não lhe pertencia. O que ficou, foi sua eterna e grandiosa obra. Aquela que há mais de dez anos, eu, sem nada para fazer ou pensar, fui consumido, assim como a juventude no quadro de Dorian, pelo personagem mais importante da literatura e pelo homem que transformou minha vida.

"In matters of grave importance, style, not sincerity, is the vital thing" Oscar Wilde.

Essa é minha 5ª tatuagem. Ela fica na minha canela direita. E doeu muito fazê-la. 

 

15/03/2010

Minha noite com Braccini...

Há um tempo atrás, escrevi um post chamado "Aos amigos" onde falava dessa camaradagem bloguística que existe entre essa turma de escritores. Estamos construindo algo que pode vir a ser algo sincero e duradouro. Por sermos em maioria gay, lutamos, através dos nossos textos, dar voz aos nossos pensamentos e tentar mudar o que consideramos errado. Estou escrevendo sobre isso, porque nessa última sexta-feira, tive o prazer de conhecer o dono de um dos blogs que mais leio e gosto, o Paulo Braccini do enfim! é o que tem pra hoje... Paulo, é exatamente o que sempre achei que seria, inteligente, carinhoso, atencioso e super dedicado.
A noite estava perfeita, o ambiente, ídem. Ficamos os três, Paulo, Melo e eu num bar gay ali no Arouche, tomando nossas cervejas, absortos em deliciosa conversa sobre tudo, enquanto outros vários grupos ao redor, debatiam conversas tão calorosas e interessantes quanto a nossa.
Há alguns meses atrás, em novembro para ser exato, estava começando o meu blog, e hoje, ele está sendo lido por pessoas de todas as partes do Brasil e que nunca pensei conhecer pessolamente. 
Assim como Paulo foi o primeiro, na verdade, o segundo, já que anteriormente, já conhecia o Edu do Pampublikong, espero um dia conhecer todas essas pessoas que fazem meu dia mais bacana. Toda essa galera que fica ao lado direito do monitor, é merecida de ser lida, e de ser indicado por este blogueiro.
Aproveito esse post, para indicar o afternonsense, blog do maridão Melo que voltou a postar. Foi ele quem insistiu para eu continuar mantendo o blog, mas é ele quem tem o talento: http://afternonsense.blogspot.com/

12/03/2010

Os Bórgias...em 2011


A Question of Lust...

Glauco

Lembro quando era adolescente de me divertir muito com os quadrinhos feito pelo Glauco de Dona Marta e Geraldão. 
Dona Marta era a típica mulher que por nunca ter conseguido encontrar seu homem, se tornou o clichê "ficou para titia". Só que nesse caso, ao invés da personagem seguir uma vida pacata e religiosa, ela começou a atacar todos os homens que apareciam na sua frente, sem exceção. 
Quando entrei no site da folha hoje e li a notícia de que o criador das tiras, Glauco e seu filho haviam sido assassinados por tentativa de sequestro, não pude deixar de lamentar por alguém que conseguiu me divertir tanto naqueles anos de perfeccionismo da era Turma da Mônica.


10/03/2010

3

1 - Quando eu tinha uns 5, meus pais e eu fomos no antigo endereço ao qual morávamos para visitar os vizinhos que se tornaram amigos. Lembro de meus pais tomando café e papeando muito na cozinha com os anfitriões. Eu, estava sentado no chão da sala brincando, e havia uma senhora que devia ser mãe de algum deles. Essa senhora, estava com um cobertor nas pernas e assistindo tv. Num determinado momento, ela me chamou, pegou o cobertor e colocou sobre minha cabeça. Em seguida, pegou minha mão e introduziu em sua vagina. Eu nunca esqueci do cheiro ruim que exalava dos meus dedos e da cara da velha.
Definitivamente essa foi a primeira e única vez que uma perereca conseguiu saltar na minha mão.

2 - Num desses dias quando eu era adolescente, estava me aprontando para ir ao colégio quando minha irmã solta a seguinte pérola.

Irmã do mal: "Pra quê você tá usando duas calças se nem está frio"
 

Eu: "Eu não estou com duas calças".

Irmã do mal: "Tá sim, olha sua bunda."

Meu pai grita da cozinha: "O que é que tá acontecendo"
 

Eu digo em voz alta: "É a Jaque que fica pegando no meu pé por causa da minha bunda. Ela fica com raiva porque eu tenho e ela não".

Meu pai novamente grita da cozinha: "EU NÃO QUERO FILHO VIADO NESSA CASA!"
 

Pego minhas coisas sem olhar pra trás e vou ao colégio.


 3 - Há uns doze anos atrás, logo que me assumi, resolvi contar para dois amigos muito próximos do meu antigo trabalho. Um deles, era um moreno de seus 19 anos, gostoso até último fio de cabelo. Eu vivia dando em cima dele. E ele sempre dizia que seu negócio era mulher. Na época, ficava na dúvida se ele realmente não queria ou se era vergonha do nosso outro amigo descobrir. Até que um dia, esse outro amigo, pediu demissão e partiu.
Nesse trabalho, as vezes, tínhamos que trabalhar aos sábados e numa ocasião, ficamos os dois sozinhos. Ele começou com um papo sobre nosso outro amigo, que na verdade era muito próximo a mim e a quem sempre respeitei muito. Sua dúvida era se algo havia acontecido entre nós. Com muita convicção, disse que jamais, pois éramos amigos há muito tempo. Ele, insistindo e eu percebendo que poderia sair ganhando daquela situação, menti. Inventei uma história de quando foi e de como foi. Aproveitei então para narrar com detalhes de como fora feita a felação. Notei algo crescendo em suas calças e 1 minuto depois, estava eu linda chupando-lhe a rola. E 10 minutos depois, estava com a cara lavada de porra.

Moral da história: Nunca duvide do poder de uma gay.

09/03/2010

Dance with me

O Nouvelle Vague é um duo francês comandado por Marc Libaux e Marc Collins. O projeto dos caras, é pegar clássicos da new wave e punk dos anos 80 e transformá-las em algo parecido com a bossa nova. Para isso, eles contam sempre com diversas participações especiais nos vocais. Outra idéia bacana, é que a vocalista convidada não deve conhecer a versão original.
Já foram criados novas versões para Depeche Mode, Blondie, The Clash, Joy Division e a minha favorita "Dance with me" dos americanos do Lords of The New Church.
Em abril, eles finalmente estarão dando as caras em São Paulo, mas provavelmente, vai haver carnificina, já que o show acontecerá no hype Clash Club.
 
 
 

08/03/2010

There is a light that never goes out


Algumas pessoas que lêem o blog podem estranhar a relação que tenho com Alexandre. Algumas delas, provavelmente devem achar que temos um relacionamento aberto e tal, mas não é verdade.  Melo e eu somos exclusivos um para o outro. E se algum dia surgir um flerte com outra pessoa, só acontecerá se o outro estiver junto.
Quando começamos a namorar, eu era uma pessoa completamente diferente. Talvez por causa do meu antigo relacionamento, eu era um tanto quanto ciumento, possessivo e desconfiado. Quem me conhece sabe disso. Nosso namoro não ía bem, e eu não acreditava num futuro para nós. Depois de um tempo, fui percebendo o quanto ele me amava e o quanto eu não conseguia viver sem sua companhia. Com o tempo, fui deixando certas neuroses de lado e confiando no nosso relacionamento. 
Uma das coisas que nos acostumamos, foi olhar para os homens sem aquele problema de achar que o outro vai pirar. Pelo contrário, a gente até avisa o outro quando um cara gostoso tá passando. Seria na verdade hipocrisia de nossa parte fingir que não olhamos para os homens que vemos na rua ou na tv. Claro, tudo de forma discreta e respeitosa.
Quando eu comentei com ele a 1ª vez sobre o ferramenteiro da empresa onde trabalho, seu comentário foi: "Traz aqui em casa pra gente fazer um babadinho". Quando ele me apresentou um colega de trabalho igualmente gostoso, eu disse a mesma coisa.
Se um dos dois está com vontade de sair com os amigos, não há o mínimo problema se o outro quiser ficar em casa descansando enquanto o outro aproveita a noite.
Essas coisas são na verdade, conversas e atitudes que formam nosso relacionamento. De nada adianta ser o cara certinho, não olhar para os lados, mas aprontar no minuto que se tem chance. Se quiséssemos apenas galinhar, não estaríamos juntos com certeza.
Não quero julgar os outros casais que preferem viver de forma totalmente monogâmica. Na verdade, levou um tempo para eu amadurecer nesse sentido. 
Hoje, construímos um lugar nosso, somos "casados" no papel, temos amigos em comum, 8 anos de relacionamento e vontade de continuar juntos pelo resto de nossas vidas. Pode não ser perfeito para alguns, mas para nós, é o suficiente.

07/03/2010

Flowers in the Attic

Quando li "O Jardim dos Esquecidos" pela primeira vez, fiquei arrepiado com a história das quatro crianças abandonadas no quarto da ala norte de uma gigantesca mansão. Escondidos, Chris, Cathy e os gêmeos Carrie e Cory, tiveram suas vidas transformadas em pesadelo quando o patriarca da família morreu num acidente de carro. Sem dinheiro e sem ter onde morar, a mãe dos quatro, resolve levá-los para a casa de seus pais. Lugar que há muito tempo não visitava por causa de um grande segredo familiar.
A grande sacada do livro, fica justamente na relação entre Chris e Cathy. Sem nunca poder sair e desfrutar de um convívio com outros adolescentes, eles começam a sentir atração um pelo outro culminando num dos grandes momentos da obra.
Os quatro, ficam enclausurados entre um quarto e um sótão por anos. São abandonados pela mãe que está vivendo nos aposentos da mansão na promessa de trazê-los para viver em conforto, porém,  quase nunca aparece, fazendo com que os gêmeos sejam adotados pelos adolescentes. 

O Jardim dos Esquecidos, faz parte de uma saga que ao todo formam 5 livros, sendo eles o já citado O Jardim dos Esquecidos, Pétalas ao Vento, Os Espinhos do Mal, Sementes do Passado e Jardim dos Sonhos. Levei anos para consegui-los, mas valeu a pena. Os outros quatro, são bons e serviram para terminar a história da família Foxworth, porém, não se comparam ao primeiro que pode ser lido de forma independente.

05/03/2010

A Ferramenta do Ferramenteiro


Aqui no trabalho, há um ferramenteiro de 42 anos que é uma delícia. Mão grande e calejada, grisalho,  voz grossa, panturrilhas e pernas grossas. Ele é um desses caras que despertam um dos maiores fetiches que tenho: O proletário.
As vezes ele vem aqui na minha sala pedir para eu pesquisar algo sobre peças e fica bem ao meu lado para converirmos através do monitor. Apenas uma virada para a esquerda e nossos lábios se encontrariam. A lôka.
Ao sair, espero uns segundos e digo docilmente: "I love you..." Claro, bem baixinho, porque não sou maluco de mexer com um homem desses, né?

Num desses dias, eu estava no bebedouro e ele voltando do almoço e ao me ver, um curto, porém precioso diálogo aconteceu assim:

Ferramenteiro: "Precisava emagrecer uns 5 kilos" batendo a mão na barriga. Típico macho.

Eu: "Pra mim você tá na medida certa". E sorri.

Ele sem jeito e sorrindo: "Tô nada. Tô nada".

E seguimos nossos caminhos.

03/03/2010

Rocket First

Finalmente foi lançado o vídeo de "Rocket", o 1º single de "Head First" do Goldfrapp. Confesso não ter gostado tanto quanto imaginava, mas a música é tão boa que dá até para esquecer esse detalhe.

E Alison Goldfrapp é cada vez mais diva.

Goldfrapp - Rocket
Goldfrapp - Rocket

02/03/2010

Merda na TV


Domingo, sem nada pra ver ou fazer, Melo e eu ficamos zapenado pelos canais a procura de algo assistível quando paramos no programa Pânico na TV. Acabamos vendo a estréia de um novo quadro chamado Big Biba Brasil. A cada cena e diálogo me senti ofendido e preso a esse processo repetitivo que esses programas humorísticos insistem em usar em cima dos gays. Porém, nada do que não esperávamos de um programa desses, certo? Foi quando ontem, tava lendo uma matéria
de Marcelo Hailer no site A Capa sobre esse mesmo quadro. Na matéria, ele coloca uma visão positiva sobre a "brincadeira" através de seu ponto de vista. O que me incomodou na reportagem não foi o fato de um gay ter achado graça na plhaçada feita pelo programa e sim pela generalização do autor do texto em afirmar que os que se sentiram ofendidos são os que não gostam da participação de Serginho e Dicésar no BBB. Nada poderia ser mais errado. Gosto muito da presença de ambos no programa, embora ache que Dicésar deveria saber ficar de boca calada em determinados momentos. Mas bem, esse não é o assunto desse post.
Me senti ofendido pelo programa não pela esteriotipação dos personagens, mas sim pelas atitudes feitas por esses. Não há problemas na feminilização de cada um desde que não mostremos cenas do tipo "sabonete caindo no chão" e outros clichês inventados por uma massa para denegrir uma imagem fictícia dos gays e lésbicas.
Bem, convido os leitores a ler a matéria e se quiserem, ver o vídeo que também se encontra na mesma página do site e colocar aqui seus pensamentos e opiniões. Aqui!

01/03/2010

Sexta-feira do cacete

Sexta-feira tinha tudo para o fim de semana ser perfeito. Um grande amigo estava de volta a SP e a idéia era ir à buatchy e encher a cara. Bem, as duas primeiras partes se cronquetizaram muito bem, porém, a noite não terminou do jeito que eu gostaria. Pensem que um dos maiores fetiches da minha vida fora realizado. Quer dizer, quase. O que aconteceu foi que as 5h30 da manhã, tava eu deitado numa cama de hospital com um enfermeiro e médico mexendo no meu pau. Mas não do jeito que eu queria.Bem, vamos ao começo...

Meu amigo Fernando resolveu vir a São Paulo para se jogar no Bailão, lugar que adoramos frequentar. Tudo ocorreu muito bem. Boa música, pessoas animadas e a ordem era encher a cara. Comecei a entornar uma dose de St. Remy atrás da outra e a curtição rolando solta. Depois de um tempo, resolvemos ir pra casa. Chegando, resolvo ir direto ao banheiro. Não sei como aconteceu e de que maneira aconteceu, mas a pele do meu pau ficou totalmente preso no zíper (vide imagem ilustrativa 3). Eu devia estar tão bêbado que acabei não sentindo nada. Passei lubrificante, sabonete líquido e nem se mexia. Fui então até Alexandre e expliquei a situação. Depois de muita bronca, não tinha jeito, o lance era ir ao hospital. Tava eu me sentindo em Quem vai ficar com Mary. Chegando lá, fui passar pela triagem já com medo das piadas e do vexame que seria fazer parte dessas estatísticas de pessoas que vão ao hospital com problemas em suas genitálias. Bem, o sujeito me tratou super bem, e disse que eu não era o único.
Depois de mais de 1 hora esperando, fui direcionado a sala do médico. Deitei na cama, ele aplicou xilocaina, saiu, voltou, e o efeito ainda não era 100%. Voltou com um enfermeiro e um bisturi.
Pediu para o Alexandre sair da sala e foi mexendo no meu pau. Enquanto um segurava, o outro, me passava a faca. Continuei com os olhos fechados, braços para cima e aguentando da melhor forma possível. Sim, nada de gritinho e ataque histérico. Afinal, sou um homem, e já tava com meu pinto preso há umas 3 horas. Confesso não ter visto nada do procedimento. Só sei que o zíper da minha bermuda (vide imagem ilustrativa 1) teve que ser retirado. Fiquei com um hematoma do lado (vide imagem ilustrativa 2) e com um cacete parecendo um pau siamês.

No mais, vou precisar esperar até que cicatrize para transar, me masturbar e mijar direito. Mas tudo bem, dia seguinte tava nós lá de novo, agitando e enchendo a cara de novo. E eu, com uma bermuda de zíper. É, tem coisas que a gente não aprende mesmo.