29/01/2010

CAULFIELD, HOLDEN CAULFIELD...

Na quarta-feira, JD. Salinger, foi encontrado morto em sua casa pelo seu filho. Ele tinha 91 anos e escreveu o livro mais importante da minha vida.
Quando eu era adolescente, li pela primeira vez "O Apanhador no Campo de Centeio". Foi numa época que estava me descobrindo e tentando entender os sentimentos que eu estava passando. Toda a amargura sentida pelo personagem principal estava também acontecendo comigo.
O Apanhador no Campo de Centeio conta, numa narrativa em primeira pessoa, alguns dias na vida de Holden Caulfield (num jogo de palavras de JD Salinger: Holden, holdagarrar - e Caulfield, field - campo), que acaba de ser expulso da sua terceira escola bem às vésperas do natal, nos EUA do pós-guerra. No decorrer do livro o anti-herói vai revelando acontecimentos do seu passado, sua família e seus conhecidos, ao mesmo tempo que se refugia em Nova Iorque sempre correndo dos problemas que arruma.
Holden não gosta das mudanças que estão ocorrendo em sua vida. Ao entrar na vida adulta, ele acaba percebendo que nada é como ele pensava... o vazio, a ganância e a falsidade das pessoas acabam deixando-o decepcionado e desiludido. É o fim da inocência que se aproxima, e ele precisa se acostumar com o fato de estar crescendo e ter que enfrentar a humanidade, mesmo descobrindo cedo demais que afinal, a humanidade não existe.
Um dos momentos mais belos do livro é quando ele se imagina em um campo de centeio cercado de crianças. Sem a presença de qualquer adulto que seja, a não ser, ele. Tudo o que  deseja é não deixar as crianças (claramente simbolizando a inocência) irem para o lado errado, o lado do abismo (que pode-se entender como o lado obscuro da vida, ou seja, ser adulto). Holden só quer ser o apanhador no campo de centeio (referindo-se a si como o único que pode salvar as crianças de se aventurarem na hipocrisia do mundo).
Nos anos seguintes, li outros livros que me foram tão importantes quanto, porém, nenhum deles me fez enxergar o quanto mudanças também acontecem para coisas boas.

Gelos de Março

28/01/2010

Caixa de magia e sonhos



Pois então, há um mês, Melo e eu compramos um PS3. Enquanto ele ainda não tem um ataque do coração jogando Resident Evil 5, eu vou levando na boa com Prince of Pérsia (mas só quando ele deixa eu jogar, claro). Ontem, fomos dar uma olhada num jogo chamado Assassin's Creed, pois ouvimos muito bem dele. A trama, pelo que entendi, é sobre Altair, um homem que faz parte de um grupo de assassinos, chamada Hashsashin.  Ele recebe algumas missões a serem executadas num mundo virtual riquíssimo e vasto. O jogo, se passa no Oriente Médio durante as cruzadas e oferece ao jogador, unúmeras missões e possibilidades, como passar despercebido entre inimigos, assassiná-los a sangue frio conforme combinações de combos, ouvir planos inimigos que podem ajudá-lo a solucionar sua missão, entre outros. O visual gráfico é embasbacante e segue fielmente à arquitetura do lugar. O jogo, me parece um pouco difícil, mas compensador em sua jornada. Ainda estamos entretidos com os jogos citados acima, mas assim que terminarmos, iremos nos aventurar nessa caixa de magia e sonhos...

 

26/01/2010

Rosa da Vitória


A primeira vez que ouvi Sigur Rós foi em 2000. Fábio Massari fez um especial de bandas islandesas no extinto lado B da Mtv e colocou para tocar "svefn-g-englar". O vídeo, todo feito em câmera lenta, mostrava um grupo de adolescentes, todos com sindrôme de down, vestidos de anjo. É simples e lindíssimo! Na época, não era tão fácil baixar músicas como é hoje em dia, portanto, foi difícil conhecer o Sigur Rós a fundo. No entanto, no ano de 2001, tive o prazer de poder vê-los no extinto Free Jazz Festival. Na verdade, fui ver Belle and Sebastian, mas o impacto causado pelo show do Sigur Rós foi tamanho que esta acabou se tornando uma das 5 bandas que mais gosto no mundo. Suas canções, são lindamente tocadas por um quarteto de cordas, instrumentos de sopro, pianos, bateria e um arco de violino inpunhado numa guitarra adquirindo um diferente e maravilhoso som. Jónsi, com sua voz aguda e estranha, nos leva num ambiente onde é possível sonhar e viajar para lugares onde a inocência ainda é possível. Essa inocência, está sempre colocada em seus vídeos, como acontece em "Vaka", onde num mundo pós-apocalíptico, as crianças usam máscaras de gás para brincar. Ou em "vidrar vel til loftarasa" que nos leva a uma história onde um garoto gay se encontra num ambiente católico enquanto sofre com o pai hostil e homofóbico. O vídeo, foi considerado por críticos, o melhor clipe gay de todos os tempos.

Assim como todos os outros, é sem dúvidas, possuidor de uma beleza incomparável e inesquecível.


Ever!


22/01/2010

Tava demorando para cair na rede algo do novo disco do Goldfrapp. Finalmente ,"Rocket" apareceu para dar fim às especulações sobre como seria o álbum. Não é nada parecido com o que eles tenham feito. Não é apenas influência dos anos 80, a música parece ter sido feita nos anos 80. Achei ótima!

 

Divina!



Quando pela primeira vez tive acesso a um filme de John Waters, foi como se não acreditasse no que estava vendo. Como tamanha trasheira podia ter um efeito tão devastador? Eu queria tirar do canal, mas algo não deixava. Era uma mistura de horror e fascínio. Não dava para tirar os olhos. O filme em questão era "Polyester" e me apresentava a musa inspiradora de seus outros filmes: Divine. Na verdade, essa musa era "ele" e chamava-se Harris Glenn Milstead. O nome lhe foi tirado de uma peça de Jean Genet.

Depois de Pollyester, Alexandre e eu fomos pesquisar diretor e ator e nos demos com duas das figuras mais cultuadas do cinema underground. Seus filmes na verdade são críticas à família americana. Seus personagens geralmente são injustiçados, freaks e raramente sofrem nas mãos dos "populares". Na verdade, é o contrário. Em "Problemas Femininos",  a personagem de Edith Massey, implora para que seu sobrinho não se case com uma mulher e sim com um homossexual. Numa das frases mais bacanas, ela diz que héterossexuais levam uma vida "doentia e sem graça".                 Porém tudo isso, não chegava aos pés de "Pink Flamingos", filme considerado o mais repugnante da história do cinema. Em um dado momento do filme, Divine com seus mais de 150 Kg, caminha por uma rua e ao ver o cachorro defecando, se abaixa e apanha um punhado das fezes, levando em seguida à boca. Tudo numa única tomada, sem cortes.
Só que em 1988, Divine morreu asfixiada num quarto de hotel, deixando clássicos do cinema cult aos que sabia apreciar. Ela foi diva underground e soube interpretar o que de pior existe no american way of life.                                                                                                                             John Waters continuou fazendo filmes para aqueles com estômago e coragem de encarar suas obras. Pra mim, ele é genial, e o coloco num pedestal onde Lynch e Cronenberg ocupam espaço. Pode não ser de fácil paladar, mas uma vez experimentado, você não vai se esquecer jamais!
 

21/01/2010

Páginas (nada) Amarelas.


Tenho percebido o quanto literatura guei atual é ruim no nosso país. Definitivamente é raro encontrar bons livros para o público gay. Com exceção de Caio Fernando Abreu e João Silvério Trevisan, acredito que nada tenha feito minha cabeça ultimamente.
Quando li "O 3º Travesseiro" e "Apartamento 41", não consegui me identificar em nenhum dos personagens. Achei fraco, forçado e imaginário demais. Em "O 3º Travesseiro" a coisa ainda é pior, já que se trata de uma "história real". Não consegui engolir nada do que ali estava escrito. Posso estar sendo um pouco cruel, ou então, a narrativa do escritor não ajudou.
Há uns dois meses, entrei numa onda de ler clássicos gays. O difícil era encontrar os livros, já que quase todos estavam fora de catálago há tempos.
Comecei com "Maurice" de E.M. Foster, seguido de "A Cidade e o Pilar" de Gore Vidal, depois continuei com "Querelle" de Jean Genet, segui por "O Bom Crioulo" de Adolfo Caminha e finalizei com "Um Homem Só" de Christopher Isherwood.
São cinco livros totalmente diferentes em sua essência e em personagens, mas de uma maneira ou outra, você se encontra. São sentimentos e sofrimentos tão bem escritos que fica difícil não senti-los reais.
Não estou aqui menosprezando a literatura guei nacional, mas é cada vez mais difícil encontrar um bom material para ler. Posso estar sendo injusto com algum escritor que ainda não conheça. Peço que me desculpem e me indiquem algo que possa mudar minha opinião. Livros afinal, são conhecimentos, aprendizagens...e qualquer forma de conhecer algo novo, é também forma de me redimir com o outro.

20/01/2010

Rilkean Heart



Quando resolvi criar esse blog, minha idéia principal seria falar sobre música. Porém, percebi que não é bem assim que as coisas estão caminhando. Alguns amigos, devem inclusive ter se perguntado de o porquê eu ainda não ter escrito absolutamente nada sobre os Cocteau Twins.
Cocteau Twins é uma banda escocesa dos anos 80/90 que teve seus tempos áureos pela gravadora 4AD. Faziam parte de seu acervo: Dead Can Dance, Bauhaus, X Mal Deutschland, Wolfgang Press, entre outras... Essas bandas eram meramente rotuladas de bandas góticas....Na verdade, sempre achei os Cocteau Twins, inrotuláveis. Não há como descrever suas canções e estilo.
Conheci Cocteau lá em meados dos anos 90 através de um amigo que me presenteou com um vinil de “Heaven or Las Vegas” de 90. Lembro-me de ter acordado e colocado o disco pra tocar...quando ouvi os primeiros acordes de ‘Cherry-coloured funk’ e a linda voz de Liz Fraser pela primeira vez, foi como se tudo o que conhecia musicalmente tivesse se apagado da minha mente. Havia algo diferente e poético...algo novo...
Cocteau Twins é o tipo de banda que ou você gosta ou não. Não há meio termo. A voz de Liz fraser é única. Inclusive, é motivo de discussões em grupos espalhados pelo mundo. Isso porque em algumas fases da banda, não há como entender o que ela está cantando. Você pode encontrar pela internet várias páginas com as letras do Cocteau, mas são apenas suposições, pois tudo é baseado em leituras labiais da vocalista. Basta dizer que, ‘Teardrop’ do Massive Attack não seria a mesma sem sua linda voz.

Mas Cocteau Twins não é somente Elizabeth Fraser. Existem ainda os acordes criativos, melancólicos e cheios de efeitos de Robin Guthrie e o baixo marcante e hipnotizante de Simon Raymonde.

Enfim, você precisa ver...
Você precisa ouvir...
Você precisa sentir...



18/01/2010

Guerra ao Terror



 
Com o Oscar chegando e os filmes entrando em cartaz, Melo e eu nesse fim de semana, vimos "Guerra ao Terror", da diretora Kathryn Bigelow.
Todos apontam o filme como um dos melhores de 2009. Inclusive, o longa sempre está  presente nas listas de premiações. 
O filme fala de três soldados que desarmam bombas no Iraque. A fotografia do filme é ótima e os atores muito bons, mas o ponto alto do filme é a direção de Katthryn Bigelow. A diretora cria momentos de tensão onde a câmera se torna os olhos dos personagens principalmente no momento de desarmar as bombas. Porém, não consegui ver o porquê de tamanha euforia, afinal, o filme não se diferencia dos seus outros companheiros. Ele é na verdade, um filme que faz crítica a um governo que não sabe exatamento onde e o quê combater. E isso, já vimos às pencas.

15/01/2010

Happy Birthday, mr. President.




Há 20 anos, meu pai num rompante de raiva, gritou pra mim: " ENGROSSA ESSA VOZ MOLEQUE!!!".

Há 15 anos, meu tio, irmão de minha mãe, morria em consequência da Aids...

Há 10 anos, eu estava me assumindo...

Há 8 anos, conhecia Alexandre...

Hoje, faço 33 anos...

...não pediria outra vida se não essa.

A (quase) 1ª noite de um homem...


Quando eu era pequeno, tinha um babadinho com um primo meu. Desde os 8 anos, a gente ficava naquela esfregação que geralmente toda criança passa. Isso durou até os 15 anos, acho. Depois de um tempo, comecei a ver como um problema gostar de meninos. Foi aí que comecei a pensar sobre casamento e filhos. Precisava então perder a virgindade com uma garota, pois na minha cabeça, tinha a impressão de que poderia chegar a gostar. Surgiram então algumas candidatas em potencial, mas alguma coisa ali não estava certo. Cheguei a sabotar minha primeira vez com uma delas. Na época, estava namorando uma garota que conheci na minha sala de aula. Lembro que namorava uma amiga dela que estudava em outra escola. Como eu era um adolescente e gostava de ficar confortável, troquei uma pela outra, afinal, não era apaixonado por nenhuma delas.  Num desses dias que estávamos juntos, ela disse que queria provar seu amor por mim, e  a maneira mais sincera, seria perder a virgindade comigo. Ficou então combinado que na primeira saida dos meus pais, transaríamos e nosso relacionamento seria "mais forte".
Algum tempo depois, surgiu a oportunidade...num sábado qualquer, meus pais iriam sair e voltariam lá pelas 17h00. Seria tudo perfeito se não fôsse pela minha falta de vontade, afinal, eu tinha apenas 16 anos e queria ter uma família futuramente. Eu tinha então que começar minha vida sexual com uma mulher. E aquele dia seria "o" dia. Foi então que ela me ligou e perguntou como eu estava, disse que tava com saudades e que iria mais tarde em casa. Lembro como se fôsse hoje que por um segundo, pensei em dizer a ela para que viesse às pressas, pois finalmente estava sozinho. Porém, resolvi jogar com a sorte e deixar que ela resolvesse esse impasse. Não avisei e disse a mim mesmo, se eu tiver que transar com uma mulher hoje, ela vai aparecer antes da chegada dos meus pais. O resultado foi que, meus pais chegaram as 18h00, e ela, às 18h30.
Resumo da ópera, definitivamente não nasci para comer bacalhau.       

13/01/2010

Watch...



Fazer tatuagem é um vício. Lembro de quando fiz minha primeira, prometi a mim mesmo parar por ali. Depois de algum tempo, lá estava eu na internet,  procurando referências das quais gostava em preto e branco e de todos os formatos. O mesmo aconteceu com a terceira. Depois dessa, jurei que não faria outra. Até decidir terminar uma que eu havia começado há alguns anos atrás no braço direito. O resultado ficou mais incrível do que imaginava. Pronto, tava decidido, não queria mais continuar. Era o fim! A dor é indescritível, embora o resultado final seja recompensador. Passou-se alguns dias até já estar na internet à procura de novas idéias. Dessa vez, resolvi fazer na canela inteira. Sabia que iria doer. Pesquisei na internet com algumas pessoas que já foram tatuadas nessa região para saber se era uma dor suportável, porém, acabei num beco sem saída, pois a dor funciona de maneira diferente para algumas pessoas. Pois então, fiz a tatuagem...e doeu que foi o capeta. Finalizando a quarta, resolvi fazer a quinta, a sexta e finalizaria na sétima. Porém, tenho 6 tatuagens finalizadas e mais 2 agendadas. Tenho certeza de que não vou parar por aí...já até me acostumei com a  idéia das outras.
Tenho pensado seriamente em fazer no antebraço e no pescoço, mas ainda tô relutando por causa da dificuldade que eu posso encontrar profissionalmente. Por enquanto, vou curtindo essas que de uma maneira ou outra, acabou moldando minha personalidade.

Puxa


Segunda-feira terminei de ler "Peanuts Completo" de Charles Schultz que a LP&M acabou de lançar. É engraçado ver o crescimento dos personagens desde o início.
No começo das tiras, Charlie Brown tem apenas 4 anos e está longe de parecer o "looser" que conhecemos. A compilação do livro é de 1950 a 1952 e podemos ver como o escritor cuida do crescimento dos poucos personagens dessa edição. Schoeder ainda é comunicativo e toca pela primeira vez seu piano. E Lucy, ainda não é obcecada por ele. 
Nas tiras, amigos surgem, e lhe são fiéis, e lhe são malvados, e se vão...

Esse é o 1º volume de 25. A editora prometeu mais dois ainda em 2010. Tempo demais para deixar de conhecer as crianças mais adultas da literatura americana.



Head First



 
Quando o Goldfrapp lançou o segundo disco de sua carreira "Back Cherry", eles acabaram dividindo um legado de fãs adquiridos pela obra prima "Felt Mountain" seu álbum de estréia. Black Cherry era tão diferente, que parecia ter sido feito por outra banda. Enquanto o 1º falava de mutação genética, tecnologia e clonagem dentro de uma roupagem calma e fantástica, o outro, falava praticamente sobre sexo, porém, com um ar mais dançante e eletrônico. O mesmo ocorreu com o terceiro, "Supernature", que puxava mais para o dançante, só que com uma pitada glam rock. Quando surgiu "Seventh Tree", os fãs conquistados com os dois discos anteriores, estranharam a volta à calmaria de "Felt Mountain", embora, ainda estivessem longe do surrealismo deste.
Com 4 discos lançados, o que se pode ver,é que, Alison Goldfrapp e Will Gregory não gostam de repetir fórmula. Eu sinceramente, não sei o que esperar de "Head First", 5º disco a ser lançado em março. Pela capa, parece ser uma volta ao anos 80, mas não tenho certeza. O que sei é que, definitivamente, será mais um disco que dificilmente será esquecido.

08/01/2010

Be Wilde

O ator Stephen Fry possui um blog onde com a ajuda da design gráfico Nicole Stewart criou estampas incríveis com temas dos contos de Oscar Wilde. São camisetas lindas que vão desde "O Príncipe Feliz", "O Gigante Egoísta" ou todos os contos juntos. Um presente perfeito para quem aprecia a obra do escritor e do ator.

 

BBB



Tá, confesso, gosto de BBB. E essa nova edição definitivamente será a mais gay de todas. Com a diva Dimmy Kier entre os participantes você tem dúvidas de que as noites de festas serão super fervidas? Eu não!
 

Season 4



Melhor final de temporada de 2009.

05/01/2010

Casa nova



 
Um dos blogs que sigo diariamente está em endereço novo. O BHY teve problemas com o blogspot e se mudou para o tumblr. Portanto, se você gosta de boa leitura, não deixe de dar uma conferida. Por sinal, foi ele quem deu uma repaginada no layout do meu blog há algum tempo atrás. Tava devendo o meu obrigado por aqui.
 
Bj, querido!

A Casa da Mãe Joana



Melo e eu estamos vendo a 7ª temporada de 24 Horas.  Uma coisa que sempre nos irrita é a facilidade com que os terroristas entram nos Estados Unidos. É tanta gente ilnfiltrada na CTU, FBI e Casa Branca, que pelos olhos da série, parece a casa da mãe Joana. Mesmo assim, é engraçado como ainda nos divertimos assistindo. A qualidade pode ter caído, mas ainda é melhor que muita série em atividade.

04/01/2010

Onde os bons filmes vivem



Existem vários motivos para que você vá assistir "Onde os Monstros Vivem".

1 - Spike Jonzi é o diretor;
2 - Os Monstros não são digitais;
3 - A trilha sonora foi feita por Karen O (Yeah Yeah Yeahs);
4 - Os monstros são dublados por Lauren Ambrose (Six Feet under, James Gandolfini (Sopranos), Paul Dano (Pequena Miss Sunshine), Chris Cooper (Beleza Americana), Catherine O'Hara (Beetle Juice) e Forest Whitaker (Traídos pelo Desejo);
5 - A história é singela e deliciosa.

Preciosas...



Na onda do Oscar que está por vir, vimos "Precious"


Tristíssimo sem apelar para lágrimas fáceis.

Gabourey Sibide e Mo'Nique estão soberbas, mas a surpresa foi Mariah Carey como a assistente social Mrs. Weiss.

Pára!


Fazia tempo que eu não tinha tanto medo em fechar os olhos.



Ano Novo e Pagode



 
Festa de Ano Novo foi como de todos os outros anos: perfeita!
Melo e eu não gostamos de viajar nessas datas. Muito tráfego, muita gente, muita espera...aproveitamos para ficar em Sampa e aproveitar a cidade vazia. Melhor ainda se for em companhia de bons amigos. E nessa virada não podia ser melhor. Muita bebida, muita música, muita comida, muita pinta, muito papo e muito pagode. Sim, nossa festa de final de ano teve como trilha sonora principal pagodes açucarados que tocam nas fms. E foi ótimo!
 
"Domingo quero te encontrar
E desabafar todo o meu sofrer
Estar ao teu lado, esquecer de tudo
Tudo que o amor até hoje nos fez sofrer

Esquecer a briga que deixou ferida
E que até hoje não cicatrizou
Se amar de novo faz parte da vida
Abre o coração, tudo tem sentido e tem razão

Cola o teu rosto no meu
Chega mais perto de mim
Faça de conta que eu sou teu namorado
Amar você é bom demais
É tudo que eu posso querer
Se tudo você tem melhor
Pior é te perder"

Feriado em família



 
Faz quase 2 semanas que não posto nada no blog. Foram duas semanas em que vi filmes, séries, li, joguei ps3 e visitei meus pais. Na verdade, acho que meu último post foi escrito pouco antes de minha irmã ir me buscar. Fiquei lá da quarta-feira 23 a 25 de dezembro. Pode parecer pouco, mas na minha família, pelo menos pra mim, é muito.
Visitar meus pais é um processo que sempre me deixa nervoso. É como se eu ainda tivesse 12 anos e não conseguisse encarar meu pai. Já fazem 6 anos que não vivo com ele, mas o homem ainda consegue me meter medo. Portanto, minha meta em 2010, é contar-lhe toda a verdade. No mais, minha mãe que sabe sobre minha orientação sexual e nunca apoiou, comprou nesse natal, 2 cuecas samba canção de seda para o Alexandre. Fim dos tempos? Não sei, mas eu quero aproveitar essa oferta de paz, antes que seja tarde demais. Devo levar Alexandre para jantar?