17/12/2009

América


Há umas três semanas, comecei a ler "América Púrpura" de Rick Moody, livro sobre a desintegração de uma família americana.
No começo, confesso ter achado um pouco difícil, já que diálogos e pensamentos eram colocados juntos com a narrativa, fazendo com que se tornasse cansativo. Porém, algumas páginas à frente, os diálogos são colocados separadamente e a narrativa toma um rumo mais fácil e claro.
Agora, estou quase no final do livro e o sentimento de largá-lo é tão difícil e triste quanto a história que há nele. A destruição das relações humanas e o quanto nossas vidas mudam quando nos tornamos adultos é descrito com tamanha melancolia pelo escritor que é como se estivesse vendo em filme, porém, nada se compara às palavras e frases criadas por um grande escritor... 
 

16/12/2009

They Are Golden


Ontem saiu os indicados para o Globo de Ouro. Esse ano vai ser difícil escolher meu favorito, já que em algumas indicações tenho carinho por pelo menos 2. Algo que eu acho errado é misturar comédia e drama nos indicados a ator e atriz.
Então, fica aqui os meus favoritos:

Melhor série dramática
  1. Amor Imenso (Amo Mad Men, mas tá na hora de Big Love ser reconhecida)
  2. Dexter
  3. House
  4. Mad Men
  5. True Blood
Melhor atriz em série dramática
  1. Glenn Close, por Damages
  2. January Jones, por Mad Men (Diva!)
  3. Julianna Margulies, por The Good Wife
  4. Anna Paquin, por True Blood
  5. Kyra Sedgwick, por The Closer
Melhor ator em série dramática
  1. Simon Baker, por The Mentalist
  2. Michael C. Hall, por Dexter (Tá demorando demais para o Michael levar esse prêmio)
  3. Jon Hamm, por Mad Men
  4. Hugh Laurie, por House
  5. Bill Paxton, por Amor Imenso
Melhor série cômica ou musical
  1. 30 Rock
  2. Entourage
  3. Glee (Se Modern Family ganhar também ficarei feliz!)
  4. Modern Family
  5. The Office
Melhor atriz em série cômica ou musical
  1. Toni Collette, por United States of Tara
  2. Courteney Cox, por Cougar Town
  3. Edie Falco, por Nurse Jackie (Ah, Carmela...)
  4. Tina Fey, por 30 Rock
  5. Lea Michele, por Glee
Melhor ator em série cômica ou musical
  1. Alec Baldwin, por 30 Rock
  2. Steve Carell, por The Office
  3. David Duchovny, por Californication (Fox Mulder onde?)
  4. Thomas Jane, por Hung
  5. Matthew Morrison, por Glee
Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
  1. Jane Adams, por Hung
  2. Rose Byrne, por Damages
  3. Jane Lynch, por Glee
  4. Janet McTeer, por Into the Storm
  5. Chloë Sevigny, por Amor Imenso (se der Jane Lynch ou Jane Adams tá valendo)
Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
  1. Michael Emerson, por Lost
  2. Neil Patrick Harris, por How I Met your Mother
  3. William Hurt, por Damages
  4. John Lithgow, por Dexter (maravilhoso!)
  5. Jeremy Piven, por Entourage

15/12/2009

Satin Chic


10 Formas de amar...


Sou dessas pessoas que adora fazer listas. De livros, músicas, filmes, discos...de qualquer coisa que faça parte da minha vida. Uma das listas que me foi mais difícil de completar e que alguns amigos já puderam ler, é dos 10 filmes com histórias de amor que mais me fizeram chorar.
Espero que apreciem, e digam aqui, quais são os seus...




1 - Dolls (2002) Japão – Takeshi Kitano.
Cena inesquecível: Qualquer cena em que o casal protagonista Sawako (Miho Kanno) e Matsumoto (Hidetoshi Nishijima) aparecem amarrados um ao outro.






2 - Assédio (1998) Itália/UK – Bernardo Bertolucci
Cena inesquecível: O primeiro e único momento juntos, quando deitados na cama o marido de Shandurai chega.







3 - Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004) USA – Michel Gondry
Cena inesquecível: O reencontro na praia onde mais uma vez Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslett) se apaixonam.







4 - Minha vida sem mim (2003) Espanha/Canadá – Isabel Coixet
Cena inesquecível: A despedida entre Lee (Mark Ruffalo) e Ann (Sarah Polley).






5 - Amor a flor da pele (2000) Hong Kong/França – Wong Kar-Wai
Cena inesquecível: O ensaio de despedida entre a Sra. Su Li (Maggie Cheung) e o Sr. Chow (Tony Leung Chiu Wai) que sofrem como se realmente fosse o último momento juntos.







6 - Carrington, dias de paixão (1995) UK/França – Christopher Hampton
Cena inesquecível: Dora Carrington (Emma Thompson) suicida-se ao perceber que não suportará viver sem seu eterno amigo Lytton Strachey (Jonathan Price).




 


7 - Eclipse de uma paixão (1995) UK/França/Bélgica/Itália – Agnieszka Holland
Cena inesquecível:
Paul Verlaine (David Thewlis): “Diga se me ama?”
Arthur Rimbaud (Leonardo Di Caprio): “Sabe que gosto muito de você. Você me ama?”
Verlaine: “Amo”.
Rimbaud: “Então ponha a mão sobre a mesa.”
Verlaine: “O quê?”
Rimbaud: “Ponha a mão sobre a mesa. Com a palma para cima.”


Nesse momento, Rimbaud passa seu punhal sobre a mão de Verlaine, se abaixa e lhe dá um beijo.


8 - O Segredo de Brokeback Mountain (2005) USA – Ang Lee
Cena inesquecível: O reencontro entre Ennis (Heath Ledger) e Jack (Jake Gyllenhaall) apóis quatro anos sem se ver.







9 - Longe Dela (2007) Canadá – Sarah Polley
Cena inesquecível: Fiona (Julie Christie) sai sozinha a esmo fazendo ski cross-country num fundo branco.
Essa cena é ligada a uma anterior, onde ela tenta "enganar" sua memória e coloca post-its nas gavetas para encontrar os objetos.





10 - Antes do Pôr-do-Sol (2004) EUA – Richard Linklater
O final ao som de Nina Simone:
Celine: "Baby, você vai perder aquele avião"
Jesse: "Eu sei".

14/12/2009

Chat




No trabalho, após o almoço junto aos meus companheiros, ao ver uma mulher subindo a rua, a conversa aconteceu assim:

Amigo1: 'Nossa, olha que gostosa"

Amigo2: "Essa caga grosso"

Amigo3: "Ô morena, como você é liiiinda"

Eu: "Ela tem culote".

Todos me olham.

Fim da conversa.

Noah's Arc




Melo e eu nesse fim de semana assistimos 2012. No decorrer do filme, há sempre um personagem que diz sobre a importância da perpetuação da espécie.

Pergunto então, seríamos nós condenados até no dia do juízo final?
 

10/12/2009

Ajoelhou tem que rezar



Quando eu era pequeno, não entendia muito bem o por que de sentir atração pelos meninos. Era estranho querer sempre estar perto das meninas brincando. Em casa, era mais difícil ainda por que o irmão da minha mãe era gay e meu pai um homofóbico praticante. Meu tio sempre foi muito efeminado e isso irritava muito meu pai. Parecia que intimamente um queria deixar o outro o mais bravo possível.
Numa dessas vezes em que voltávamos de uma festa em família, meu pai virou para o banco de trás e com muita raiva disse que "nenhum filho dele seria bicha". Meu irmão que na época devia ter uns 6 anos e eu uns 14 ficamos apavorados. Na verdade, eu sabia que ele estava falando para mim.
Durante esse tempo, ia dormir pedindo a Jesus ou a seu pai, naquele ritual de me ajoelhar, juntar as mãos e pedir com muita fé: "Querido Jesus, por favor, faça com que amanhã eu acorde e goste das meninas. Eu não quero mais gostar do..." Porém, no dia seguinte, eu ainda acordava pensando no meu melhor amigo. Isso acabou virando um hábito pra mim até ficar um pouco mais velho.
Hoje, antes de dormir, eu não me ajoelho mais para pedir para gostar de mulheres. Nessa posição, prefiro gastar meu tempo fazendo outra coisa...

Over the rainbow



A conversa entre uma pessoa que gosto muito aqui no trabalho e que é pastor de uma igreja envagélica aconteceu assim:
 
Eu: Fulano, vou te perguntar algo, mas acho que já sei sua resposta.
Ele: Diz
Eu: Você não acha que nós gays também somos amados por Deus? Afinal, ele nos fez gays.
 
Antes de ele responder
 
Eu: Você vai me dizer que na verdade, ele não nos criou assim e que eu fiz uma escolha, não é?
Ele: Sim. É esse meu pensamento.
 
Fim da conversa

DI VA!

08/12/2009

Nossa noite c/ um michê - Final


Continuação...
 
22:20 ele chega. Reconhecemos pelo tamanho e aquele ar de puto que mesmo pela TV exalava. Ele sobe, abro a porta e fico de queixo caído com o tamanho do homem. Homão com braços e pernas para morder e, como se espera de um bom profissional, simpático, prestativo...
Primeira vez, nervosismo a flor da pele, um papo e uma cerveja para aliviar a tensão, amenidades. Como iniciar? Como sugerir que se dessa a bacanal?
Ele, esperto, pede para ver o quarto e depois disso, como se o tempo pulasse repentinamente para o momento seguinte nos deixando com ar de ‘que houve?’, já estávamos lambendo, chupando (neca boa....), beijando, mordendo, beliscando, apertando, apalpando, sugando, enfiando, gemendo, susurrando, metendo, aproveitando cada segundo e cada milímetro do corpo delicioso pelo qual pagávamos.
O cara era bom, é fato. Muito gostoso e tudo seria perfeito se a certa altura um cheiro não muito agradável começasse a fazer-se sentir. Ainda por alguns minutos, fiquei pensando de onde poderia estar vindo aquela nhaca quando finalmente acetei o fato de que o puto, dando horrores para o Wans, passava um cheque com direito a entrar no especial.
Resultado, ‘brochura’ geral (opa, alto lá! Eu, que fazia a passiva, manitve meu mastro em posição de sentido até o final enquanto a chequeira suava para fazer seu membro voltar a ter utilidade e o Wans fazia o mesmo tentando relevar a merda que ocorrera).
Enfim, passar cheque é coisa que acontece mas esperasse de um profissional que alega fazer tanto ‘a’ como ‘p’ um mínimo de experiência evitando esse tipo de situação. Aliás, creio que ele deveria alterar seu perfil na rede para ‘p’ pois da fruta ele comia até o caroço e, na minha vez de provar, a coisa foi meia boca.
Para encerrar, aguardávamos que leite jorrasse abundantemente do puto o que custava a acontecer ainda que ele gemesse feito um bezerro desmamado o que chegava a emprestar um ar ‘fake’ a sua excitação.
A certa altura, vendo que desse mato não sairia porra nenhuma, Wans resolve rápido o impasse gozando em cima do puto e eu logo em seguida. Resfolegando, saímos da cama, limpeza, roupas de volta e um adeus simpático e abonado ao puto com promessa, íntima nossa, de só chama-lo novamente em caso de extrema necessidade.
Balanço da aventura: gozamos horrores, foi muito excitante e o cara era um tesão com uma rola boa pacas.
Neuroses, medos, temores, asiedades, encucações, encanações, briga, ciúmes e afins? Sim, ainda os temos afinal, como disse antes, somos normais. Apenas sabemos como lidar com elas e não deixamos que tomem conta de nosso amor que anos-luz maior que tudo isso e que, ouso, dizer, saiu ainda mais fortalecido de tudo isso.
Pensando bem, antes assim do que negar a fantasia e abrir alas para que ela se realize às escondidas afinal somos, eu e Wans, um. Não há mais nada sem ele, não há mais nada sem mim.
Parafraseando Zíbia, ainda que a contragosto: ‘O amor venceu!’.

Nossa noite c/ um michê - Parte 1



Na semana passada, comentei sobre a 1ª vez em que Melo e eu contratamos um profissional do sexo para apimentar nossa relação. A situação em si merecia ser escrita e Melo é a pessoa certa para colocar em palavras.
Portanto, para os que ainda não leram, meu 1º ménage...

Vamos ao clichê devidamente revisitado: relacionamentos são delicados, pessoas são complicadas. Fato.
Assim sendo e levando em conta que, após cinco anos, não é humanamente possível alimentar o sexo monogâmico, resolvemos não sem antes discutir o assunto a exaustão, ‘contratar’ um michê. Sim, um puto, profissional do sexo masculino.
Encanações? Todas possíveis: fim da relação, fim do amor, do respeito, descobrir que o outro já não representa mais nada, adentrar num vício, enfim, todo o leque de neuroses humanas e absolutamente normais.
Eis que falar muito nada acrescenta ao fato em si pois o mantém na esfera do imaterial onde tudo e nada pode acontecer. Resolvemos passar a ação e chamamos o referido puto na última Quinta, véspera do 07 de Setembro.
Claro que escolhemos a dedo, semanas analisando pirocas, bundas, torsos, diâmetros, comprimentos e tudo o mais que fosse possível em sites especializados. Pegar alguém da rua representava economia substancial mas corríamos o risco de ter de perguntar para metade da República se a prestação de serviços atendia às minhas necessidades passivas e às necessidades ativas do Wans ao mesmo tempo o que se revelou mais simples pela rede.
Depois de muita seleção e algumas decepções, finalmente, no referido 07 de Setembro, nosso eleito, Arthur, nome de rei, retiraria nossa Excalibur da pedra moralista, deveria chegar por volta das 22:30.
Em casa, banho tomado, tudo limpo e cheiroso para receber nosso profissional não que fosse preciso afinal, pagaríamos o que dispensa todo o ritual de côrte, causar impressão, agradar mas, antes de ser um puto ele é uma pessoa e, pelo que entendemos, merecia um mínimo de consideração e respeito independente do ramo de atividade que escolheu para ganhar o pão ou medes o lixeiro pelo que represente e não pelo que é?
Enfim, 22:10 Arthur liga dizendo que chegaria em 10 minutos. Ficamos vidrados na tv, no canal que mostra as imagens diretamente da portaria esperando ver nosso macho e, caso o photo shop não batesse com o que víssemos in loco, poderíamos apenas não atender ou dar uma desculpa qualquer.


Continua...

07/12/2009

Positivity

Essa é para o meu amor que finalmente poderá ver a cara metade de uma das bandas que ele mais gosta se apresentando no Brasil, o Suede.
Eu gostava do Suede, embora não tenha sido minha banda favorita, gosto muito de algumas músicas. Numa época em que o grunge dominava, os caras conseguiram trazer o glam rock de volta à cena. A voz inconfundível de Brett Anderson e sua performance em palco gerava no começo dos anos 90 uma das bancas mais cultuadas do rock alternativo. A maior frustração para quem gosta do Suede foi nunca ter presenciado uma performance ao vivo por aqui. Porém isso está para mudar, pelo menos um pouco. Em janeiro, Brett Anderson fará shows no Brasil e com certeza, clássicos do Suede não devem ficar de fora. No entanto, pelo andar da carreira solo do vocalista, acredito que apenas as canções menos dançantes como "We are the Pigs", "Stay Together" e "So Young" surjam no set list, enquanto "Anymal Nitrate" e "Trash" podem ficar de fora.
De um jeito ou de outro, tenho certeza que Melo ficará feliz por ter meio sonho realizado. Isso é muito, já que as possibilidades de um dia eu ver Cocteau Twins ao vivo cheguem a 1%. Sim, meus amigos, eu ainda tenho esse tiquito de esperança. É pouco? Sim! Mas é algo.

Made in Brazil


Continuando com minha lista dos melhores do ano, deixo aqui a melhor estréia de série de 2009.
Confesso que foi difícil considerar a série mais bacana do ano, já que Modern Family e Glee conquistaram um lugar grande no meu coração. Porém a brasileira "Alice" foi quem me fez rir, chorar e construiu personagens tão críveis que poderiam ser meus amigos. Por 13 semanas, Alice era programa obrigatório aos domingos aqui em casa.
A série fala de Alice, garota de Palmas no Tocantins que vem para São Paulo para resolver um problema de herança, mas que acaba encantada com a cidade grande. Pra mim, a série era ainda mais incrível por ter seu núcleo filmado principalmente no centro de Sampa, onde moro. Era legal ver os personagens andando pelo Minhocão, Copan e outros pontos aqui da cidade. Não quero parecer bairrista, mas a visão dos prédios com as luzes acesas no centro de Sampa é pra mim como ver o Pão de Açucar no Rio de Janeiro. De uma beleza infinita...E para quem não gosta de praias como eu, uma série como essa, só poderia entrar em 1º na minha lista de melhores do ano. 

gLLLLLeeeeeeee



Acho que todos os blogs que leio diariamente devem ter falado de Glee. Ela é uma mistura de High School Musical com Popular, ambas criadas por Ryan Murphy de Nip Tuck.
Glee é um musical adolescente com texto inteligente e números musicais deliciosos. Não imagine ver Zack Efron e Vanessa sei lá o quê na série. O casal protagonista é feito por uma garota que lembra Tracy Flick do ótimo "Eleição" de Alexander Payne. Ela precisa ser boa em tudo e não aceita perder nunca. Porém, fica longe de ter a beleza típica das personagens desse tipo de série. Já o garoto, é bonito, capitão do time de futebol americano e é incrivelmente burro! Isso sem falar no desfile de personagens bizarros e incríveis que fazem parte da série, sendo Sue Sylvester a melhor!
Olhando assim, Glee pode parecer infantil e bobo, mas é boa demais para ser ignorada por preconceito. Dê uma chance ao menos para o primeiro episódio, se você não gostar, é porque você não tem senso de humor seu recalcado!

There Is A Light That Never Goes



Meu maior medo de ter um blog se concretizou: os assuntos não estão surgindo. Enquanto alguns companheiros blogueiros escrevem por dia de 3 a 5 posts, eu estou há alguns dias sem idéias. Eu gostaria de escrever algo que seja interessante pelo menos para os poucos que me lêem. Então, vou deixar fluir. E tentar agradá-los da melhor forma possível.

02/12/2009

A festa (?)


 
Existem três tipos de filmes nacionais, os que falam do tráfico e condição social do pobre, os de apelo popular geralmente feitos pela Globo filmes e os filmes feitos especialmente para intelectuais. Quando se é dirigido por um ator descolado ainda, nem se fala.
Fim de semana, Melo e eu assistimos "A Festa da menina Morta" do estreante na direção Matheus Nachtergaele. O filme fala de um povoado no alto do Amazônas onde há  anos é realizado um culto à menina morta do título. Há exatos 20 anos, Santinho (Daniel de Oliveira) recebeu da boca de um cachorro, um vestido rasgado de uma garota desaparecida e que nunca foi encontrada. Acredita-se então que a garota, através de Santinho, prevê o andamento do ano no povoado. O filme tem ótima fotografia e atuações de Daniel e Juliano Cazarré idem, porém, não deixa de ser arrastado, parecendo ter a duração maior do que tem.
 

Dashhh...




 Esse ano tive o prazer de ler muitas coisas legais, principalmente quadrinhos. Foram obras que em nada devem aos livros. Entre as que me marcaram, só para mencionar algumas, estão "Fun Home" de Alison Bechdel e "Retalhos" de Craig Thompson. Porém, a que mais me tocou, foi "Umbigo sem Fundo" de Dash Shaw ao qual já comentei aqui.


Very Fine!


Final de ano chegando, e já tô pensando no que de melhor ouvi, li, vi e fiz em 2009. Acho que até final de dezembro nenhuma música vai ser tão legal quando 'So Fine" do Telephate. Portanto fica aqui, na minha opinião, a melhor música do ano.