28/02/2012

Nas Trincheiras

Era a Guerra das Trincheiras é um quadrinho sobre a 1ª guerra mundial. Especificamente escrito por um francês sobre os soldados franceses nas trincheiras que os "guardavam" das balas e a respeito da estupidez do homem. Aqui não há heróis ou personagens principais. Pequenas histórias são contadas de forma não cronológica sobre homens e garotos que não entendem o motivo da guerra e a crueldade do ser humano. Jacques Tardi, não é um historiador sobre a guerra, ele é apenas um contador de histórias sobre acontecimentos de soldados que sofrem e que são sentenciados à morte não apenas pelos inimigos, mas também pelos seus compatriotas que assassinam àqueles que cometem "erros" ou agonizam pela morte que não chega, mas provoca a maior dor de todas, a de não poder morrer em paz.

27/02/2012

Bela Lugosi is Dead

Final de semana foi incrivelmente intenso e repleto de coisas bacanas.

Sexta-feira - Mostra John Waters (Mondo trasho) com Fabs, saímos de lá e fomos comer num lugar que é uma espécie de fast food de comida indiana que fica ali na Augusta e do qual esqueci o nome. Lugar barato e com boa comida. De lá, partimos para o boulevard da Avanhandava para finalizar com um café.

Sábado - Almoço no Madrepérola que fica também ali no boulevard da Avanhandava. Melo degustou um fetuccine com atum que estava delicioso, enquanto eu apreciava uma deliciosa moqueca de camarão e chopp gelado. De lá, fomos ao shopping light comprar um presente para uma amiga, até Melo se encantar por um óculos Chilly Beans.  Seguimos para casa, tiramos um cochilo que foi até as 19h00, ou seja, perdemos Cry Baby na mostra John Waters, mas conseguimos ver Pink Flamingos com Paulo Faysano, que ainda conseguiu a façanha de nos convencer a ir à uma balada e o que é melhor, Melo se divertiu pacas e dançou até as 4h00 do horário novo. Acontece que uma amiga do Faysano ía dar som no Dynamit Club, casa do Pomba, DJ da A Loca e que teria especial anos 80. Mas o que nos deixou contentes, foi que não era especial estilo Projeto Autobahn e sim com o lado B dos anos 80. Ao entrar na casa, percebemos um clima meio Madãme Satã com o show do Bauhaus que rolava no telão e aquele ambiente escuro sem muita frescura. Bar simples, bebidas sem nomes estravagantes, música boa, entrada a R$ 10,00 e uma pequena conversa com Magoo, ex dj do Satã que tb discotecava na casa (parece que Madâme volta no fim do mês de Março). Chegamos em casa, pouco depois das 4 e ainda tivemos pique para ir ao Boi na Brasa degustar de um bife a Parmegiana com batatas e arroz.

Domingo - Acordamos, fomos tomar café, fomos ao mercado e voltamos para nos preparar para ir à Zona Lost ao aniversário do meu afilhado. Chegamos em casa as  20h30 e descansamos.

Boa semana a todos.


22/02/2012

Make your own kind of music

 
Final de semana foi incrível. Bebidas, amigos, bares e boa música. Principalmente amigos e boa música. Porque eu levo música muito a sério. Deixamos de ir ao ABC Bailão, que é o lugar que eu mais gosto de ir para dançar porque a programação seria toda em cima de carnaval. E eu odeio carnaval! Esse negócio de dançar marchinhas e axé não é para mim. Resolvemos então ir com os amigos ao bar Prainha do Arouche que fica ali no largo do Arouche. O problema desses bares é que as músicas geralmente são as mesmas: Rihanna, Kate Perry, Madonna, bate cabelo, Ivete, Cláudia Milk, ou alguma cantora sapatão com voz de Zélia Duncan/ Ana Carolina, ou seja, tudo igual. E confesso, mesmo estando entre amigos, não consigo me divertir se o som tá "poluindo" o ambiente. Resolvi então conferir o que havia na jukebox, o que para minha surpresa, foi ótimo! Resolvemos então, Melo e eu gastarmos um pouco do nosso suado dinheirinho com Clan of Xymox, Siouxsie, Depeche, Front 242, Los Hermanos, Pixies e outras maravilhas que nem pensei existir ali naquele bar. Pior para alguns gays que estavam vizivelmente irritados com a nossa seleção. Pau no cú deles, já que geralmente, somos nós que ficamos na aba desses caras chatos que só sabem ouvir as mesmas músicas sempre. E posso estar sendo chato e preconceituoso, mas o dinheiro gasto foi meu e os incomodados que se mudem, inclusive para mim, quando eu esativer no outro lado da moeda. 


15/02/2012

Come to the City

Quando morávamos no Rio de Janeiro, não era a praia, o Corcovado ou Cristo que mais me fazia sorrir, era na verdade quando voltávamos a Sampa que me deixava feliz. Não só porque estávamos voltando para rever família, amigos e a cidade que tanto amamos, mas pela viagem de carro. Naquela época, Melo tinhamos uma Palio Weekend e quando combinávamos de vir a São Paulo, já começavamos a gravar as coletâneas que iríamos escutando durante as seis horas de viagem. Sempre apelidamos esses cds de "Viagem das Bunitas" e somente as melhores canções podia fazer parte desse ritual. Eu me lembrei dessa passagem nas nossas vidas porque tenho ouvido muito uma banda americana chamada "The War on Drugs" que para mim é o som perfeito para uma viagem de carro. O som deles é uma mistura de Bob Dylan com Bruce Springsteen. As vezes, soa como um Arcade Fire menor, mas não, menos impactante. A voz de Adam Granduciel lembra bastante Bod Dylan e suas letras,também são claramente influenciadas no cantor folk que comoveu uma geração. Eu os conheci há apenas 3 semanas e ouvi apenas o último disco "Slave Ambient" já sem Kurt Vile que preferiu voar em carreira solo, mas pelo que andei lendo a respeito, foi com esse álbum que eles estão sendo redescobertos.
Como já falei, tenho ouvido constantemente, indo para o trabalho ou retornando para casa. É um disco lindíssimo! São canções com letras tristes, mas com um toque nostálgico que me faz voltar àquelas viagens em que nos divertíamos, conversávamos e sorríamos ao ver as placas voarem pelo vidro do carro, pelo verde dos montes, pelos animais pastando, pelas cidades interioranas, pelo ar que soprava nos nossos rostos, pela saudade de voltar para casa e rever aqueles que amamos.


14/02/2012

Os Sete Gatinhos

Sábado, Melo e eu fomos ao Teatro de Arena Eugênio Kusnet, ali ao lado de casa, ver a estréia de Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues numa montagem de Nelson Baskerville e protagonizada por Renato Borghi. Não conhecíamos àquele teatro, mesmo estando a uma rua acima de onde moramos e ficamos encantados com o espaço. As cadeiras ficam em circulo como se realmente fôsse uma arena enquanto o palco se encontra no centro, assim, de qualquer lugar que estiver, o público tem visão dos atores.
Chegamos, pegamos nosso lugar enquanto os atores já estavam em cena em um ritual que parecia acontecer num candomblé. Borghi, que faz o pai, circulava com uma bandeja e copinhos plásticos que segundo alguns, havia café com algum tipo de alucinógeno. Resolvi tomar 2 goles apenas. Nada aconteceu.
Lembro que meu primeiro contato com Nelson Rodrigues se deu na minha infância com a versão para cinema protagonizada por Lima Duarte de Os Sete Gatinhos. Nunca me esqueci dos "caralhinhos voadores" que eram desenhados no banheiro da casa. E rever essa mesma história no teatro foi incrível, afinal, ela foi escrita para ser apresentada nos palcos. A CIA. Círculo dos Canastrões consegue nessa mistura de bordel, igreja e terreiro transportar as tragédias cariocas que Nelson Rodrigues tanto apreciava. E com a mesma ousadia que até hoje ainda provoca e encanta seu público. Mais detalhes AQUI.

  

13/02/2012

Se essa vida fosse minha...

Quando há mais de 10 anos eu namorava aquele cara que pra mim poderia vir a ser o grande amor da minha vida, eu não sabia que na aba poderia vir aquele amigo que era apaixonado por ele. Então ficava desistruturado sempre que este amigo estava entre a gente, o que na verdade era raro, já que eu nunca podia ser visto com meu ex namorado porque este tinha medo de assumir publicamente uma relação homossexual. Eu vou tentar explicar para vocês e para essa pessoa que acabou se tornando um leitor desse blog e meu amigo de facebook, o que na verdade, nunca esperava.

Pois então, eu queria um dia sentar num lugar e explicar o por quê de algum dia ter sido hostil contigo naquela época. Acontece que, quando comecei a namorar essa pessoa, ele me mostrou uma carta sua ao qual você revelava sua paixão por ele. Não vou dizer que foi de forma vexatória da parte dele porque não o foi, mas pensando hoje, tenho certeza que foi justamente para deixar claro para mim que haviam outras pessoas interessadas. Acabei pegando raiva e sentia ciúmes toda vez que vocês estavam juntos, o que era sempre. Tendo em consideração que esse nosso amigo em comum também tinha um histórico de fazer com que as pessoas sofressem, isso só me deixava ainda pior. Eu poderia continuar aqui falando sobre esse ex, mas o foco aqui é você. E eu te peço desculpas se algum dia lhe destratei.

As vezes você e eu nos encontramos pelo centro ou pelo metrô e nos comprimentamos rapidamente, mas o que eu gostaria de fazer era lhe parar para dizer essas palavras. Dizer o quanto sinto muito. Fiquei contente quando você começou a ler meu blog lá no começo, há dois anos e depois me adicionou no facebook. Foi dessa forma que você me conquistou e através do seu humor acabou apagando qualquer rixa que eu erroneamente possa ter sentido por você. Por um breve período, ambos fomos deletados por essa pessoa no facebook por um motivo banal. Depois, nos adicionou novamente e parece tê-lo feito apenas para continuar com seu jogo narcisista e infantil. Isso só deixou mais claro que o problema não eramos nós e sim ele. Então fica aqui o meu pedido de desculpas e um voto de amizade.